♥ O AUTO DA COMPADECIDA ♥
Ed: - Nova Fronteira
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Sinopse:O "Auto da Compadecida" consegue o equilíbrio perfeito entre a tradição popular e a elaboração literária ao recriar para o teatro episódios registrados na tradição popular do cordel. É uma peça teatral em forma de Auto em 3 atos, escrita em 1955 pelo autor paraibano Ariano Suassuna. Sendo um drama do Nordeste brasileiro, mescla elementos como a tradição da literatura de cordel, a comédia, traços do barroco católico brasileiro e, ainda, cultura popular e tradições religiosas. Apresenta na escrita traços de linguagem oral [demonstrando, na fala do personagem, sua classe social] e apresenta também regionalismos relativos ao Nordeste. Esta peça projetou Suassuna em todo o país e foi considerada, em 1962, por Sábato Magaldi "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro".
"Ao escrever esta peça, onde combate o mundanismo,
praga de sua igreja, o autor quis ser representado pelo palhaço,
para indicar que sabe, mais do que ninguém, que sua alma
é um velho catre, cheio de insensatez e de solércia."
INCRÍVEL!!
Desde que a Nova Fronteira começou a reeditar os livros do autor com essas capas brancas imitando cordéis eu fiquei louca para por as mãos em alguma obra do Suassuna. Nunca havia lido nada dele, apenas assistido as inúmeras aulas espetáculos que tem no youtube e assistido o filme da obra em foco aqui e sempre morri de curiosidade de ler algo dele, mas não havia tido a oportunidade, até esse momento...
Antes de iniciar essa resenha tratei de assistir a minissérie que passou recentemente para completar essa leitura esplendida. Não há muito o que dizer sobre a obra, todo mundo conhece a história dos amigos João Grilo e Chicó, a esperteza de um e a covardia do outro. Quem não conhece não sabe o que está perdendo.
O Auto da Compadecida é uma peça teatral criada por Ariano Suassuna, baseada na cultura nordestina e fortemente inspirada em alguns textos bem regionais. Apesar de atemporal e da inquestionável maestria de Ariano em fazer comédia, antes de iniciarmos a leitura do que virá a ser a peça, somos brindados com os textos que serviram de base para que Ariano criasse todo esse maravilhoso universo e nos encantasse.
Tendo em mente que a peça e a obra cinematográfica nada tem a ver uma com a outra, por se tratarem de formas diferentes de expressão cultural, acabei me espantando com o quão fidedigno, filme e minissérie, conseguiram ser.
Obviamente, houveram inclusões e alterações, como disse, são mídias diferentes. O teatro é mais restrito então não temos boa parte do que acontece no filme/minissérie, mas a essência está toda lá. As falas seguem exatamente o que está nesse livro e o bom humor também.
Afora o bom humor impresso em cada diálogo descrito nesse livro, vamos acompanhar também, além dos sofrimento e da garra do povo nordestino, a hipocrisia do clero e a corrupção das pessoas. O Auto da Compadecida é muito mais que uma história engraçadinha de um trambiqueiro e covarde, vai além das agruras do sertão é também uma critica a sociedade que hipócrita veste seus erros com a roupa da caridade.
Por se tratar de uma obra que muitos conhecem, não tenho nada além a dizer. Acho a leitura da obra válida, além de ser de rápida. Sei que muita gente não curte ler obras escritas em forma de peça, mas a escrita de Ariano é tão simples e ao mesmo tempo tão incrível que quando você vê já terminou a leitura do livro.





