O Diário de Mr. Darcy
Ed: 01 - Editora Pedrazul
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Sinopse:
Esta graciosa continuação de Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, enfoca os conflitos de Mr. Darcy e as dificuldades do seu relutante relacionamento, da rejeição inicial à luta desesperada para conquistar o coração da moça. Orgulho e Preconceito tem inspirado um grande número de sequências nos dias de hoje, mas O Diário de Mr. Darcy é a mais bem-sucedida das que incidem sobre o rico e orgulhoso cavalheiro.


"É essa malícia que me atrai, é provocativa sem ser impertinente. E eu nunca havia encontrado isso em mulher alguma antes. Ela ergue o seu rosto de tal modo quando faz um dos seus comentários divertidos que sou tomado por um fortíssimo desejo de beija-la. Não que eu fosse ceder a tal impulso, mas de qualquer forma ele está lá."
pág. 61




LINDINHO!


Estou há algum tempo para ler esse livro, apesar de não cair de amores pelo Mr. Darcy, gosto muito de Orgulho e Preconceito e tenho Jane Austen no segundo patamar mais alto no meu hall de autoras clássicas preferidas.

Apesar da sinopse dizer que é uma grandiosa continuação de Orgulho e Preconceito, o diário de Mr. Darcy não traz nada além do ponto de vista do personagem sobre a trama já tão conhecida por nós amantes da literatura inglesa. Agregando uma coisa ou outra ao que já conhecemos.

O livro é dividido em meses e neles iremos acompanhando o cotidiano do nosso protagonista. Obviamente toda a arrogância e orgulho de Darcy estão permeando as linhas de seu diário, mas também seremos apresentados ao irmão devotado e ao amigo fiel. Um homem cuja honra está acima de tudo, até mesmo das convenções que tanto se orgulha em seguir.

Tudo começa quando Mr. Bingley, seu melhor amigo, decide alugar uma casa em Meryton, em Hertfordshire, e ele decide auxiliá-lo na escolha da casa, obviamente Darcy é daqueles amigos que se entrometem em tudo, com o aval da irmã, Caroline Bingley, que ama inflamar o ego já gigantesco de Darcy. Ambos são excelentes partidos, e logo que chegam a Meryton, causam um alvoroço entre as matronas ansiosas por bons casamentos para suas filhas solteiras, principalmente a indiscreta Mrs. Bennet, que complicará a vida de suas filhas com suas tentativas de fisgar Bingley para sua primogênita, Jane.

Observando todos os avanços da mulher, Darcy se vê decidido a terminar com aquele romance, antes que Bingley se amarrasse a uma família tão indigna quanto os Bennets, obviamente ele trama tudo isso, sentindo que sua admiração por Elizabeth Bennet possa colocar todo o seu honrado nome em meio aquela lama também.

Mesmo tentando escapar do que começa a sentir por Lizzie, ela parece assombrar todos os seus dias e todas as suas noites, quando ele a reencontra na Páscoa, na casa de sua tia, todos os fantasmas que ele vinha lutando se materializa na forma da mulher por quem está disposto a largar todo o seu orgulho, toda a sua honra para desposar. Só que sua declaração é tomada como uma ofensa (claro!) e Lizzie diz com todas as letras que ele seria o último com quem se casaria. Diante do exposto, Darcy decide mudar não apenas a si mesmo, mas também as suas atitudes para buscar redenção, não para que Lizzie mude sua opinião e o aceite como seu esposo, mas para que ela não o veja com os maus olhos que suas atitudes intempestivas a fizeram olhar.

Confesso que achei a obra encantadora, mas não vou mentir que algumas atitudes do Darcy, mas principalmente as insinuações da Caroline Bingley me irritaram sobremaneira. A obsessão de Darcy por Georgiana também me incomodou um pouco, mas relevei, primeiro poque não tenho irmãos, então não sei como é e também para não estragar a leitura. Mas confesso que achei bem esquisito essa adoração toda pela irmã.

No geral, a obra é muito gostosa de ser lida. A leitura é leve, rápida e é uma excelente obra complementar para os amantes de Jane Austen. Se você ainda não conhecia essa obra, vale a pena encarar a leitura, principalmente se você já curte Orgulho e Preconceito.

CAPA DA NOVA EDIÇÃO 
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