LARANJA MECÂNICA
Ed: 00 - Aleph
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Sinopse:
Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex - soberbamente engendrada pelo autor - empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de "1984", de George Orwell, e "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley, "Laranja Mecânica" é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.



"Sem quote"



BOM!



Se fala tanto de Laranja Mecânica que decidi dar uma chance para o livro. Há muito venho protelando sua leitura, justamente pelo fato de não gostar de livros muito 'famoso'. É uma mania minha mesmo, pois sempre me decepciono com esse livros em alta, mas após algumas resenhas comentarem em excesso o quão chocante certas coisas são relatadas no enredo, decidi passá-lo a frente em minhas leituras, já há muito proteladas.

Voltemos a obra... antes de explanar um pouco sobre o que li, vou deixar claro que não estou aqui para tirar o mérito da obra, nem menosprezar a sua grandiosidade no meio literário, mas como sempre, não posso lhes faltar com a verdade. É um bom livro sim, que traz boas observações e reflexões, mas é só.

Não sei ao certo se o fato do que é descrito ali ser tão comum no mundo 'real', mas nada me chocou. Após vencer a inicial estranheza com o linguajar criado pelo autor, a leitura fluiu bem, mas não encontrei em suas páginas nada que de fato pudesse me causar repulsa, revolta ou seja lá o quaisquer das sensações que foram descritas nas resenhas que li anteriormente.

Eu gosto de leituras bizarras, gosto de livros que me provocam mal estar e estranheza. Sou uma pessoa que tem certo fascínio pelo estranho, o bruto, o fora do convencional (apesar de não parecer), no entanto, já li livros mais bizarros e mais chocantes do que essa belezinha aqui.

Durante a narrativa Anthony Burgess, nos leva pelo mundo distópico de Alex, nosso protagonista e voz da trama. Alex é um jovem de quinze anos que consome drogas sintéticas e pratica ultra-violência. Essa ultra-violência vai de simples roubos a espancamentos, culminando no fim com estupros, ou como o autor chamou de 'o velho entra e sai, horrorshow'.

Bem, a vida de Alex, resumia-se a isso: noite de drogas e ultra-violência, terminando assim seu dia horrorshow ao som de música clássica. Alex não trabalha, não estuda e quem manda na casa é ele. Seus pais não tem nenhuma autoridade e ele não tem respeito a nada nem ninguém.

Para conter esse tipo de atividade, que é comum nesse mundo criado por Burgess temos um governo altamente violento fazendo estudos para regeneração de indivíduos de alta-periculosidade como Alex. O governo acredita que a falta de conhecimento do que é certo ou errado, do que é bom ou mau, que torna a juventude tão excitada com a violência. Para provar isso, eles estão estudando uma nova técnica de recuperação forçada.

Enquanto os boatos sobre essa nova técnica vão surgindo, Alex é preso e na cadeia ele poderá escolher entre continuar preso cumprindo sua pena, ou diminuí-la ingressando assim como a primeira cobaia da tal recuperação que o deixaria fora da cadeia em quinze dias.

Mas nada é o que parece, ele é submetido a sessões de vídeo onde todo tipo de violência é cometida, todo tipo de coisas ruins, tudo isso ao som daquilo que ele mais ama - música clássica. Com o passar dos dias, sob os efeitos dos medicamentos que toma e das sessões de 'tortura' ele cria repúdio a violência e até mesmo a auto-defesa lhe é tirada.

Obviamente, quando sai da cadeia o mundo não é mais o mesmo. Aqueles que poderiam ajudá-lo, não estarão ao seu lado e ele se verá jogado a própria sorte daí por diante nas mãos daqueles cujo passado se entrelaçam com o seu.

Não vou dizer que para mim esse foi um 'livraço' daqueles, mas não vou negar que tudo que encontrei nas páginas foi motivo para algum tipo de reflexão. Não apenas reflexões morais,  mas também de vida ou quem sabe do mundo e para onde estamos nos encaminhando.

Tendo em vista o impacto que o filme me trouxe, até porque o filme foi dirigido pelo Kubrick, para mim o enredo funcionou melhor no áudio-visual do que no papel, mas com toda certeza indico a vocês a leitura dessa obra.


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