"Algumas coisas são verdade, quer você acredite nelas ou não.
City of Angels
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11. CARSON BEACH




Acordei para a manhã de sábado totalmente disposta. Fui até a janela para ver como estava o tempo. O sol brilhava, esquentando onde sua luz alcançava, deixando o dia mais iluminado. O céu estava azul, tinha algumas nuvens, mas era uma camada fina - sem nenhuma capacidade de trazer chuva. Peguei no guarda-roupa uma blusa de alça, um short e o meu biquíni novo.
- Bom dia! - cumprimentei Nathália e o papai quando cheguei na cozinha, já arrumada.
- Bom dia, filha. Como você está bonita. – ele sorriu.
- Ah, sem essa pai. Não estou toda arrumada. Não sei como uma blusa de algodão, um short e uma sandália podem se encaixar no conceito de beleza de alguém - tagarelei.
- Acho que é o rabo de cavalo. Quase nunca você usa o cabelo preso – Nathália disse.
Peguei no armário uma barra de cereais, enquanto papai se despedia de mim e de Nathália com um Até mais tarde.
Quando terminei de comer, meu celular tocou.
- Alô?
- Oi, sou eu, Richard.
- Oi, Rick. O que foi?
- Você vem?
- Sim, por quê? - perguntei confusa.
- Você ainda está em casa?
- Estou.
- Ok. Tchau.
- Rick, Richard, o que...? - mas ele já tinha desligado. Guardei o celular com as sobrancelhas unidas, tentando entender o que tinha sido aquilo, mas balancei a cabeça e desisti.
- Nathália, Eu já vou. Tchau.
- Tchau. Divirta-se - ela respondeu.
Andei até o carro, mas assim que abri a porta senti como se alguém estivesse me observando. Virei-me e o Richard estava andando em minha direção, seu carro estacionado a alguns metros de nós.
- Bom dia Sammy! - ele sorriu.
- Bom dia! - sorri também - O que está fazendo aqui?
- Vim te buscar.
- O quê?
- É isso mesmo. Vou levar você, posso? - sua expressão desmoronou um pouco na última palavra e uma onda de culpa passou por mim.
- Pode - murmurei. Ele deu um sorriso largo e me abraçou.
- Rick você é maluco. – disse enquanto estávamos na estrada.
- Relaxa, Sammy, doidos são aqueles que acham que nós malucos somos pirados – ele olhou pra mim e piscou.
- Hein?
- Nada Sammy, nada – ele soltou uma risada e não pude deixar de rir junto. Depois de um minuto ele começou a cantarolar uma música animada que tocava na rádio. Meu celular tocou nesse mesmo minuto.
-Alô?
- Sammy?
- Oi Arthur, algum problema?
- Não está tudo bem. Você vem?
- Claro que sim, por quê?
- Todos já chegaram, só falta você e o Rick. Vou ter que ligar pra ele também.
- Não precisa, eu estou com o Rick.
- Você?
- É. Ele tá me dando uma carona até a Carson.
- Ah. Ok. Então, até daqui a pouco.
- Até.
- Algum problema? – Richard perguntou preocupado.
- Não. Mas você bem que podia andar um pouco mais rápido, todos já estão lá.
- Já?
- Unhum. – Ele pisou no acelerador e em no máximo dez minutos eu já via a curva que nos levaria a Carson Beach.
- Oi, vocês demoraram! – disse Sophia quando chegamos.
- Oi, Sophia – eu disse.
- Vocês que chegaram adiantados. – Richard deu um beijo na cabeça dela – E aí, Bryan! – ele gritou e foi para junto dele.
- Sophia, onde está Arthur? – perguntei, procurando por ele.
- Ele está...hum...deixa pra lá, Tchau! – ela revirou os olhos.
- O quê? Ei, Sophia! – Garota doida, pensei.
- Procurando alguém? – falou uma voz atrás de mim.
- Já encontrei – disse ao me virar – Oi!
- Oi! – Ele sorriu e pegou minha mão – Venha, quero lhe mostrar algo.
- Ok – ele me levou até a beira do mar onde duas lanchas enormes e três Jet skis estavam parados.
- Oi Sammy! – Ashley falou ao meu lado.
- Oi Ash! – sorri.
- Vai ensinar a ela a andar de Jet ski ou vai dar um passeio de lancha? – ela perguntou ao Arthur e olhei para ele para saber a resposta. Sinceramente eu preferia ficar ali.
- Vamos andar de Jet ski, o que você acha Sammy? – ele estava extremamente empolgado. Eu não podia negar a ele aquele passeio.
- Por mim tudo bem.
 Ele me ajudou a subir no Jet Ski e depois subiu sem nenhuma dificuldade no outro. Revirei os olhos, por que eu tinha que ser o desastre da turma? Me conformei em ao menos saber pilotar aquela coisa.
- Quero ver se você me alcança – desafiou ele.
- É mesmo? Não beba muita água, ok? – sorri torto e acelerei, deixando uma onda atrás de mim e a cara desacreditada de Arthur.
- Eu não sabia que você sabia andar tão bem – disse ele quando conseguiu me alcançar. – Como que você aprendeu? – desligamos os Jet Skis.
- O Rick me ensinou. – admiti.
- O Rick? – ele pareceu confuso.
- É. O pai dele tem um, mas não é monstruoso como esse. Ele me ensinou nas férias.
- Mas você não chegou aqui no Natal passado?
- Sim, mas o pai dele era um amigo de colégio do meu e quando ele foi nos buscar no aeroporto, eu conheci o Rick.
- Entendi. Vamos voltar? – ele sorriu.
- Vamos. – ele ligou o motor e acelerou, eu fiz a mesma coisa, mas o meu não respondeu. Tentei de novo. Nada aconteceu.
- Arthur! – chamei. Ele parou e virou para me olhar.
- O que foi?
- Ele morreu! – apontei para o Jet Ski.
- Tenta ligar de novo.
- Já tentei. – fiz beicinho.
- Você vai ter que voltar comigo – ele se desculpou. Não faço questão de voltar pilotando, pensei.
- Acho que o combustível acabou. – chutei.
- Não, creio que não. Falei para Bryan encher o tanque de todos quando viemos.
- Você pediu a quem? – sorri.
- Bryan – dissemos ao mesmo tempo. Ele balançou a cabeça.
- Venha, vou te ajudar. Não queremos que ninguém se afogue – ele estendeu a mão. O Jet ski estava bem ao lado do meu, não tinha como eu cair no mar. Segurei sua mão e pulei para trás dele.
- Tudo bem aí?
- Tudo – mais que bem, na verdade. Coloquei meus braços em volta de sua cintura, entrelaçando meus dedos. Ele acelerou deixando o Jet Ski vermelho vivo pra trás.
- Bryan, você encheu o tanque, como pedi? – perguntou Arthur quando voltamos.
- Ah, droga! Sabia que estava esquecendo algo. Desculpa, Arthur.
 Ele revirou os olhos antes de responder.
- Tudo bem Bryan, a gente inventa outra coisa pra fazer.
- O que vocês acham de Vôlei? – Melissa sugeriu.
- Boa idéia, mas alguém trouxe uma bola? – Bianca perguntou.
- Eu trouxe! – disse o Miguel – Vou pegar no carro
- Enquanto isso, escolhemos os times – Anita sugeriu.
- Ok, vamos lá – Beatriz se pronunciou – Quem quer ser o Capitão?
  Arthur, Bernard e Ashley levantaram a mão. Como nós decidimos colocar seis em cada time, só poderia ter dois capitãs. No par ou ímpar quem ganhou foi Ashley e Arthur. Miguel voltou à tempo de começar as escolhas dos jogadores. Arthur começou e me escolheu, Ashley reclamou mas acabou aceitando. Os times ficaram divididos assim: Arthur, eu, Sophia, Rick, Miguel e Beatriz. E Ashley, Bryan, Bianca, Anita, Melissa e Bernard. Myllena ficou como juíza, caso fizéssemos alguma besteira. O jogo começou com o nosso time ganhando, mas depois empatou. Para ter algum vencedor, decidiu-se ter o ponto de desempate. Ashley pediu para Bernard sacar, porque ele era o melhor do time. Ele sacou exatamente na lateral, onde estava Richard, mas a bola veio num ângulo que na certa bateria no chão.
- Eu pego! – fui para o lado dele e dei uma manchete na bola e depois joguei para Richard, ele deu um toque e a bola caiu exatamente onde começava a área do time de Ashley, sem tocar nenhum centímetro na rede. Ganhamos o jogo.
- Essa é minha garota. – Richard me abraçou quando acabou.
- Como vocês são certinhos. Ainda bem, pelo menos eu não estraguei nenhum time, do jeito que eu jogo bem – Myllena se aproximou e deu um beijo na bochecha vermelha de Richard.
- Vocês não estão com fome? – perguntou o Arthur me abraçando por trás.
- Morrendo – respondi – Mas antes tenho que beber água, eu já estou pra lá de desidratada.
- Pelo visto você vai acabar com a água potável do país – Richard brincou.
- Engraçadinho – ironizei. Ele riu e piscou pra mim, pegou a mão de Myllena e foi se juntar aos outros. Virei-me para ficar de frente para Arthur.
- E aí, vamos? – ele perguntou.
- Arthur, você tá todo suado – passei os dedos em sua testa molhada.
- Isso é água. Peguei a garrafa que Bernard tinha enchido e derramei um pouco no rosto.
- Sim, mas tá misturado com suor. Por que você não vai dar um mergulho? Eu espero pra gente ir comer.
- Você bem que podia vir comigo – ele sorriu torto e levantou uma sobrancelha. Revirei os olhos.
- Nada disso. Esqueceu que não sei nadar?
- Posso te ensinar – ele sugeriu.
- Não...
- Deixe de ser medrosa. Não vou deixar você se afogar. Venha.
- Tá bom, mas então deixa eu beber um pouco d’água – fomos até onde os outros estavam e bebi um pouco da água de alguém.
- Vamos?
- Vamos. – ele respondeu. Tirei o short e a blusa.
-Melissa, você pode colocar minha roupa perto da blusa da Sophia?
- Claro.
- Obrigada – me virei para Arthur – Pronto, vamos.
-É...vamos, vamos sim – ele piscou e pigarreou depois tirou a camisa.
- Vocês não vão comer? – Perguntou Bernard.
- A gente vai mergulhar antes – respondeu Arthur.
- Espero que ainda tenha alguma coisa quando vocês voltarem.
- Vocês vão devorar esse estoque de comida em dez minutos? – perguntei.
- Vai saber, Sammy. Só o Rick come por quinze – Bianca disse.
- Eu não! – ele falou tendo acabado de colocar uma porção de Ruffles na boca.
- Nota-se! Vamos Sammy, quanto mais tempo a gente demorar, mais rápido a comida acaba. Só o Rick acaba com uma boa parte.
-Já voltamos – acenei.
-Sammy?
-Sim, Sophia?
- Esse biquíni tem suas vantagens – ela olhou para Arthur. Lembrei da sua expressão quando tirei a roupa e senti meu pescoço esquentar.
- Sophia! – gemi. Virei-me, andando até a água.
- Sammy, você já falou com seu pai sobre amanhã? – Arthur perguntou quando estávamos no mar.
- Não, vou dizer a ele hoje. Mas não se preocupe, estaremos lá. Toda a família Brandow. – franzi o cenho.
- Você não parece gostar muito dessa idéia – ele tocou a união de minhas sobrancelhas.
- Só não vejo necessidade para isso. Meu pai já sabe quem vocês são.
- Mas não nos apresentamos formalmente.
- É você quem vai namorar comigo – ele revirou os olhos.
- Pela Suzan e Ash? Elas estão adorando essa idéia.
- Eu nunca mencionei que não ia, só disse que era desnecessário, não precisa fazer chantagem emocional.
Ele deu uma risada e jogou água em mim.
-Ei! – fiz a mesma coisa, mas não bateu nele. Não havia ninguém ali – Arthur?
- Aqui – ele estava atrás de mim com o sorriso travesso que eu amava no rosto – Hora de aprender a nadar.
- Ok – respirei fundo para me concentrar.
- Primeiro você precisa prender o fôlego...
- Essa parte eu sei. O problema está e mexer as pernas e braços.
- Então você não tem pavor a água – não era uma pergunta.
- Não.
- Segure minhas mãos e solte os pés – sua voz era confiante.
- Arthur...
- Faça isso. Quando seus pés não tocarem o chão, comece a bater na água. Bata os pés Sammy. – ele instruiu.
  Obedeci e ele começou a andar para trás. Eu batia os pés para acompanhá-lo e depois de algum tempo, Arthur segurou minhas mãos com um braço enquanto o outro cercava minha cintura.
- Vou soltar suas mãos e preciso que puxe a água. Continue a bater os pés. Quando seu braço for pra direita, deite o rosto na água virado pra esquerda e inspire. Entendeu?
- Sim – disse com a voz trêmula.
- Não tenha medo. Vamos. Agora.
  Errei algumas vezes, mas Arthur não pareceu se importar. Ele me dizia o que devia fazer e quando percebi, já não estava com ele me segurando. Eu estava nadando sozinha.
- Você conseguiu! – ele disse enquanto eu me afastava.
- Obrigada – disse ao voltar para ele.
- Mas ainda falta você aprender a nadar embaixo d’água.
- Ah não... – grunhi.
- É muito mais simples. Tome fôlego – respirei fundo – Agora afunde – fiz o que ele mandou e abri os olhos dentro da água. O sal ardeu um pouco, mas logo me acostumei.
  Arthur afundou também e me pediu para empurrar a água e juntar os calcanhares e depois empurrar. Subi para respirar com ele e quando voltei pra dentro da água, fizemos o movimento.
- Agora só tem que ficar praticando. Parabéns, aprendeu mais rápido do que eu achava – ele deu um beijo em minha testa – Sabe, estou curioso.
- Com o quê?
- Como vai para o jantar?
- Não vou dizer como vou – ele se inclinou para mim.
- Por favor? – ele beijou o canto de meus lábios.
- Já disse que não – suspirei.
- Eu sei que disse – ele beijou suavemente meu pescoço.
- Olhe, pare de tentar me seduzir – coloquei minhas mãos em seu peito e o afastei – Não vou falar – disse olhando em seus olhos.
- Ok, então – ele desviou o olhar.
- Ok, tá bom – suspirei desistindo e ele me olhou com um sorriso travesso – Vou de vestido, mas não digo mais nada – coloquei o indicador nos lábios para sinalizar meu silêncio.
- Está certo – ele abaixou minha mão com um sorriso e me beijou.
- Acha que passaremos fome? – perguntei alguns minutos depois.
- Não sei. Vamos voltar?
- Sim – afundei e nadei até as costas dele, mas não voltei a superfície.
- Sammy? – ele chamou.
- Aqui – disse sorrindo. Antes que ele virasse, enrolei minhas pernas em suas costas e beijei seu pescoço.
- Você seria uma boa vampira. – ele riu.
- E eu faria assim...? – mordi seu pescoço.
- Exatamente. E sugaria todo o meu sangue. Mas...
- Ai! – ele girou minhas pernas e eu estava na frente dele.
- Eu não deixaria – ele me beijou.
- Que prazer em tê-los de volta – Miguel disse.
- Ainda tem alguma coisa? – perguntei.
- Como agora você é uma atleta, guardamos um hambúrguer caprichado e uma lata de coca-cola pra você e seu professor – Sophia disse.
- Valeu! – agradeci e peguei a comida.
  Ashley, Bryan, Richard e Myllena jogavam frescobol e quando havíamos terminado de comer, eles chegaram junto com o resto das meninas que estavam se bronzeando. A tarde passou por nós rapidamente e quando Anita olhou no relógio, faltava pouco para anoitecer. Decidimos – depois de minutos de discussão – que iríamos após o pôr do sol. Todos concordaram e começamos a arrumar algumas coisas.
- Não acredito que contou a ele – reclamou Ashley vindo falar comigo. Ela se encostou na porta do carro de Arthur.
- Contei o quê?
- Como vai amanhã – ela resmungou e cruzou os braços.
- Mentira não é? – revirei os olhos – Me passa essa mochila, por favor?
- Toma – ela me entregou – Não devia ter contado – ela insistiu. Larguei a mochila na mala e me virei para ela.
- Não contei nada. Não vejo como dizer que vou de vestido tenha violado alguma lei.
- Se você falou algo mais... – ela estreitou os olhos.
- E se tivesse contado? Não vou me casar coe Le amanhã. Ele pode saber com que roupa vou. Não vejo como isso pode causar uma terceira guerra mundial – ironizei.
- Mas eu vejo – ela resmungou e saiu desfilando.
- Você podia ser menos fofoqueiro, não acha? – disse a Arthur quando sentei ao seu lado na areia – Suas chaves – ele as colocou no bolso.
- Como assim? – ele passou o braço por meu ombro, me fazendo encostar em seu peito.
- Ashley quase me matou por eu ter dito que vou de vestido. Sabe, eu gostaria muito se você não contasse tudo o que eu falo.
- Não conto tudo – ele se defendeu.
- Mas diz exatamente o que não deveria – olhei para ele.
- Não – virei o rosto – Por exemplo: Não contei o que acontece com você quando eu faço isso – ele beijou meu pescoço repetidas vezes, desenhando algo com seus lábios. Fechei os olhos.
- Ainda bem – sussurrei arrepiada.
- Hmmm... – ele continuou a me beijar, subindo para meu rosto.
- Sammy! – Sophia gritou. Assustei-me e Arthur ficou parado.
- Droga. Vai embora – ele grunhiu. Não me controlei e acabei dando uma risada.
- Oi Sophia – olhei para ela.
- Vamos andar um pouco. Querem vir?
- Não – Arthur sussurrou.
- Já estamos indo.
- Não demorem.
- Eu disse que não – ele me olhou. Levantei-me e limpei minhas mãos nos shorts. Olhei para ele que se levantava.
- Será que não pode fazer um esforcinho e me acompanhar?
- Preferia ficar aqui com você – ele disse. Aproximei-me dele, passando meus braços por sua cintura.
- Por favor? – sussurrei em seu ouvido. Beijei seu pescoço antes que ele respondesse.
- Isso é trapaça – sua voz era trêmula. Beijei o canto de sua boca.
- Como? – perguntei.
- Tá bom – ele desistiu com um suspiro. Sorri e me afastei um pouco dele.
- Obrigada – disse sorrindo. Ele revirou os olhos e pegou minha mão.
- Vamos antes que você me mate.
- Você não pode morrer.
- Você entendeu o que eu quis dizer – ele revirou os olhos.
  Ficamos caminhando por um tempo, meia hora talvez. O ar estava esfriando e Arthur andou abraçado comigo e frequentemente afagava meu braço para me esquentar. Por fim, o sol começou a se pôr e nos sentamos na areia para vê-lo desaparecer. O frio aumentou e Arthur já não se afastava de mim nem um segundo enquanto mínimos tremores começaram a percorrer meu corpo.
- Era pra você ter trazido um casaco – ele reprimiu.
- Pra praia?
- Sim.
- Você não trouxe um – lembrei-lhe.
- Mas não estou com frio.
- Eu também não – me encostei mais nele.
- Ah, claro. E por que está abraçada comigo?
- Você está abraçado comigo para me esquentar, eu estou abraçada com você porque quero – dei de ombros.
- Estou abraçado com você por que você é a forma que meus braços formam em um abraço – ele beijou minha cabeça e me puxou mais para seu corpo.

Romance de:

 
Continua...

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