Ontem eu estava assistindo ao Fantástico, coisa rara, e vi uma reportagem com Hannah Fraser - A Sereia da Vida Real e fiquei arrepiada com a reportagem. Apaixonada por sereias ela usou essa paixão para conscientizar o planeta para a degradação dos oceanos. 

Ela vive disso... vive de ser sereia, ambientalista e escritora. Adorei a atitude a achei valido postar sobre o trabalho dela no blog, pois não existem pessoas mais sonhadoras que os leitores ávidos de ficção e os autores. 

Vejam vídeos dela em seu site pessoal: AQUI!  e emocione-se também! É impossível não viajar pela mitologia ao lado dela.


Hanna Fraser usa uma cauda feita de silicone e enfeitada com lantejoula que imita escamas. Ela mergulha quase todos os dias e consegue ficar até três minutos debaixo d’água. 

O Fantástico ouviu o canto da sereia. Mergulhou com ela e descobriu que aquele famoso poder de sedução agora é usado numa boa causa. 

No meio de cardumes de peixes, dentro de um navio naufragado, surge uma figura famosa da mitologia grega. Linda e sedutora como há três mil anos. Nas lendas, as sereias viviam em rochedos na costa da Itália, no Mediterrâneo. Os tripulantes dos navios não resistiam à beleza e ao canto delas. Eles perdiam o controle dos barcos, que batiam nas pedras e afundavam. No poema grego "A Odisseia", o herói consegue sobreviver. Ele manda os marinheiros botarem cera nos ouvidos e assumirem o comando. Depois, o herói se prende ao mastro do navio. Assim ele ouviu o canto das sereias, mas não se entregou à tentação. 

Agora, uma sereia anda encantando os mares da Flórida, nos Estados Unidos. Ela chega de carro, estaciona e tira do porta-malas uma sacolona. Dentro dela, a cauda, a metade-peixe, a marca da sereia. A fantasia é feita de silicone e enfeitada com lantejoula que imita escamas. A confecção leva quatro meses e custa o equivalente a quatro mil reais. 
"É uma paixão. Desde pequena eu fazia desenhos de sereias, ia a bibliotecas e pegava livros sobre elas", conta Hanna Fraser. 
hannah fraser
Um dia, ela encontrou uma sereia no cinema. "Aos 9 anos eu vi um filme com a Darryl Hannah, que tem o mesmo nome que eu. E pensei: ‘Também vou fazer isso’”, diz.

Hoje, aos 36 anos, ela vai quase todo dia ao mar. O Fantástico mergulhou com ela. Navegamos por trinta minutos em direção a uma barreira de corais no meio do mar do Caribe. 
É sobrenatural um mergulho com uma sereia. Nadadeiras para manter o ritmo embaixo d’água, máscara para poder abrir os olhos e o mais importante, a garrafa de ar comprimido, mas só para o repórter. Hanna Fraser fica até três minutos sem respirar. Descemos dez metros.

Ao lado de peixes e corais, ela desfila. Sobe para pegar ar e desce novamente. Ela já mergulhou com tubarões, baleias, golfinhos, arraias gigantes, e tartarugas. "Eu - definitivamente - me sinto uma sereia", diz Hanna. 

Ela já passou pelo Brasil. Foi em Trancoso, na Bahia. "Assim que eu cheguei à praia, fantasiada, as crianças começaram a correr atrás de mim e a me seguir na água, a me agarrar”, recorda. 

A sereia vive de ser sereia. Escreve livros e posa para fotos. Tudo por uma causa.
 “Meu trabalho é fazer com que essa paixão por sereias chame atenção para a degradação dos oceanos”, afirma.

Fonte: Fantástico

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