♥ Amaldiçoado ♥
Ed: 02 - Editora Arqueiro

Sinopse:
Ignatius Perrish sempre foi um homem bom. Tinha uma família unida e privilegiada, um irmão que era seu grande companheiro, um amigo inseparável e, muito cedo, conheceu Merrin, o amor de sua vida. Até que uma tragédia põe fim a toda essa felicidade: Merrin é estuprada e morta e ele passa a ser o principal suspeito. Embora não haja evidências que o incriminem, também não há nada que prove sua inocência. Todos na cidade acreditam que ele é um monstro. Um ano depois, Ig acorda de uma bebedeira com uma dor de cabeça infernal e chifres crescendo em suas têmporas. Descobre também algo assustador: ao vê-lo, as pessoas não reagem com espanto e horror, como seria de esperar. Em vez disso, entram numa espécie de transe e revelam seus pecados mais inconfessáveis. Um médico, o padre, seus pais e até sua querida avó, ninguém está imune a Ig. E todos estão contra ele. Porém, a mais dolorosa das confissões é a de seu irmão, que sempre soube quem era o assassino de Merrin, mas não podia contar a verdade. Até agora. Sozinho, sem ter aonde ir ou a quem recorrer, Ig vai descobrir que, quando as pessoas que você ama lhe viram as costas e sua vida se torna um inferno, ser o diabo não é tão mau assim.

"Agora vejo Deus como um escritor de livros populares sem imaginação,
alguém que constrói histórias de enredos sádicos e sem graça, narrativas
que só existem para expressar Seu horror pelo poder que as mulheres tem
de escolher a quem amar e como, de redefinir o amor como acham melhor,
não como Deus acha que deve ser. O autor não merece seus próprios
personagens. O Diabo é acima de tudo um crítico literário, que atira esse
impostor sem talento à retaliação pública que Ele merece."
pág. 192

Vamos lá... quem me conhece sabe que sou louca por Stephen King e quando soube que Joe Hill era seu filho, pensei: "Caraca! Preciso URGENTE conhecer o trabalho dele!". Eu precisava saber se aquela premissa de 'tal pai, tal filho' era verdadeira e cá estou para dizer que: "Sim, filho de peixe, peixinho é, sim, senhor!"

Enfim, meu primeiro livro dele seria Nosferatu, porém por conta do extravio do correio e tudo o mais. Acabou parado lá na minha estante, mas então a Editora Arqueiro anunciou o lançamento da re-edição de O Pacto e pronto, lá estava eu com as mãos coçando de curiosidade. O filme que tem roteiro e direção do próprio autor, chega aos cinemas agora em Fevereiro e eu precisava ler o livro antes de ir conferir o Daniel 'Satã' Radicliff.

Joe Hill, a primeira impressão que tive sobre o autor é que ele tem uma pegada sutil de brutalidade e consegue mostrar o melhor e o pior das personagens com cenas realmente nauseantes. Principalmente, para mim que tenho fobia com cobras e sou claustrofóbica, passei muitos momentos tensos com a leitura de Amaldiçoado. Me vi várias vezes de estomago embrulhado com o livro e olha que não é assim tão excepcional quanto dizem. E esse e o legal dos livros, cada um interpreta do seu jeito e entende da mesma forma. Eu por exemplo não vi nada filosófico, mas com toda certeza é um livro para se pensar... não apenas no que foi escrito ali, mas também para que nos voltemos para nós mesmos e analisemos o que o demônio dentro de cada um de nós está aprontando. Ou seja, nas faz refletir se nossas atitudes são realmente necessárias.

O livro tem uma tensão legal. Ig é um rapaz, bom, muito bom... extremamente bom e apaixonado por Merrin, sua primeira e única namorada que é brutalmente assassinada após terminar seu relacionamento com ele. Joe Hill, não chegou contar ao certo o porque de Ig se transformou em um demônio, mas deixou brechas o suficiente para que você crie sua própria opinião sobre o pacto feito por ele. O homem bom e religioso, agora atormentado por sua dor, ressentido de sua perda e renegado por todos a quem ama, dando vazão ao demônio que há dentro de si. Ele entrou na casa da árvore da mente e quando saiu, saiu com aquilo que queria levar com sigo... a vingança e com ela um par de chifres.

Após um ano da morte de Merrin, Ig é o principal suspeito da morte da amada e um belo dia de ressaca, desperta com chifres, sim dois pequenos chifres surgindo em sua testa. Inicialmente ele acredita estar com algum tumor e que apenas ele é capaz de ver os chifres, mas durante o dia ele descobre que os chifres tem o poder de fazer com que as pessoas revelem para ele seus piores pensamentos, seus piores desejos e seus piores demônios. Assustado, Ig decidi ir até a casa de seus pais e é lá que descobre que seu irmão Terry conhece o assassino de sua amada Merrin. Atormentado pelas revelações feitas pelo irmão, Ig sai dirigindo em busca de respostas, tanto respostas dentro de si quanto das pessoas que vivem a sua volta. Entre lembranças do passado e acontecimentos do presente Ig vai desvendando os mistérios que envolvem a morte de Merrin.

O livro gira em torno de Ig e seu inferno pessoal. Hill consegue te prender tanto com a história de amor de Ig e Merrin e o drama do rapaz, como também é capaz de te chocar com a descoberta do assassino e dos atos cometidos por alguém que ele acreditava ser um amigo. A escrita do autor é muito crua e envolvente e cabe a você descobrir o que está impresso em suas palavras.

Se você quiser uma leitura diferente de tudo que está acostumado, algo tenso e complexo, pegue este livro para ler.... e você poderá se surpreender com as impressões que conseguirá retirar dele. O livro é uma excelente leitura para apaixonados do gênero e, claro, para aqueles que gostam de inovar!

book cover of 

Horns 

Cornos

8 Comentários

  1. Oi Raíssa, Joe Hill ainda é um enigma para mim, pois não li nenhuma de suas obras. Este relançamento chamou minha atenção para o enredo, por isso creio que em breve vou poder conhecer melhor o trabalho dele.
    Bjs, Rose

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  2. Nunca li nada do Joe Hill. Até ameacei comprar uma ou duas vezes A estrada da noite (que haviam me indicado) numa promoção do submarino, mas sempre deixava para lá. Mas agora que sei que ele é filho de Stephen King, com certeza quero lê-lo.

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  3. Oi raíssa nossa que historia confesso que nao gostei nada da capa quando vi.. fiquei com mto medo rsrsrs sou mto medrosa.. achei que fosse algum ritual satanico haha mais pela a sua resenha vi que nem e bem assim, nunca imaginei que fosse assim sei la nao contando coisas do diabo e tal, e sim um ahistoria de suspense e cheios de emoçaao.. menina jurooo que odeio ler resenhaas longas, mais as suas me prendem tanto que leio pensando qu e o proprio livro.. e olha que em outros blogs nao sou assim nao rsrsrs..
    amei como sempreee bjus

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  4. Ola Raissa nossa deve ter mta tensao esse livro, acho que logo logo vira filme, a historia e surpreendente,unica coisa que nao gostei foi da capa, mais no mais ela parece ser bem assustadora rsrsrs.. queria saber o que fez Joe a criar chifres.. ameei sua resenha bjoooos

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  5. Não sabia que o autor era o filho de uma dos escritores mais aclamados da literatura, fico feliz que o talento do pai passou para o filho. Bom eu ainda não tenho certeza se leria esse livro, a sinopse e a resenha me chamaram muito a tenção, mas por motivos pessoais eu acho que não o leria, mas quem sabe né.

    Abçs :)

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  6. Bom, já sou fã da escrita do Joe Hill, então é claro que sou suspeita para falar dos livros dele. Estou esperando o meu livro chegar há algumas semanas, mas acho que os Correios estão me zoando. kkkkkk Enfim, estou muito ansiosa para fazer a leitura, tanto que até estou me segurando para não ver o filme, já que só costumo fazer isso depois. Amei a sua resenha!

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  7. Fiquei com um buraco dentro do peito ao terminar de lê esse romance. Alguns capítulos mexeram profundamente comigo. Chorei. Fui levada novamente ao leito de minha mãe, falecida a exatamente 5 meses atrás 26.01.2015, data de seu falecimento, e ao contrário do Lee, fiz de tudo para amenizar a dor de minha mãe. Gostei da leitura. Em relação a alguns comentários acima. O livro não é assustador, terror e tal. O livro só nos mostra o que estamos acostumados a ver todos os dias. E digo mais, a maldade dos homens sempre esteve o acompanhando desde a sua criação, isso é bíblico. Mas quando nos mostram o feio, o avesso do que deveria ser "certo", ainda nos surpreendemos e ficamos assim com esse sentimento de perda. Esse é o meu segundo livro do Joel Hill. O Pacto ou O Amaldiçoado, mostra mais o que temos dentro de nós. A Estrada da Noite já é mais um romance fictício, sobrenatural, talvez mexa menos conosco por ser ficção, mas O Pacto, é real. É o nosso Eu de cada dia.

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  8. Fiquei com um buraco dentro do peito ao terminar de lê esse romance. Alguns capítulos mexeram profundamente comigo. Chorei. Fui levada novamente ao leito de minha mãe, falecida a exatamente 5 meses atrás 26.01.2015, data de seu falecimento, e ao contrário do Lee, fiz de tudo para amenizar a dor de minha mãe. Gostei da leitura. Em relação a alguns comentários acima. O livro não é assustador, terror e tal. O livro só nos mostra o que estamos acostumados a ver todos os dias. E digo mais, a maldade dos homens sempre esteve o acompanhando desde a sua criação, isso é bíblico. Mas quando nos mostram o feio, o avesso do que deveria ser "certo", ainda nos surpreendemos e ficamos assim com esse sentimento de perda. Esse é o meu segundo livro do Joel Hill. O Pacto ou O Amaldiçoado, mostra mais o que temos dentro de nós. A Estrada da Noite já é mais um romance fictício, sobrenatural, talvez mexa menos conosco por ser ficção, mas O Pacto, é real. É o nosso Eu de cada dia.

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