♥ A Viajante do Tempo ♥ Ed: 01 - Saída de Emergência Brasil - Reedição.
Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros. Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?

"Eu a desejei desde o primeiro instante que a vi,
mas eu a amei quando você chorou nos meus braços e deixou-me confortá-la,
naquela primeira vez que chegamos ao Castelo de Leoch."
pág. 612

*** Pode conter, ou não, Spoiler's, ponha sua conta em risco ***

* E o prêmio de "O Traseiro Mais Cobiçado das Terras Altas" vai para.... JAIME FRASER! *

Não, você não leu errado... é Jaime Fraser mesmo, porém brincadeiras a parte, porque não tem como não levar esse livro a sério, vou tentar fazer uma resenha sobre ele, que talvez vá me arrumar uma baita dor de cabeça com essas fãs extremistas que esse livro angariou.

Como eu havia falado no #PapodeSexta, o livro era bom e que não tinha muita expectativa de mudar pra algo melhor faltando tão pouco para acabar a leitura e foi batata. Uma leitora, comentou que eu descobriria o motivo do Randall querer tanto pegar o Jaime e até fiquei curiosa, mas que PUTA DECEPÇÃO!! Sério mesmo que era aquilo??? SÓ AQUILO??? Bunda de ouro esse jovem Fraser tem... PQP!!! 

E não venham de 'mimimi' me dizendo que isso é spoiler porque por favor né amiga? Esse é o motivo mais idiota e besta da face da terra pra uma pessoa querer matar a outra. E já estou cismada com o segundo volume. Porque algo me diz que Roma e o traseiro premiado de Jaime Fraser não combinam em nada.

Enfim, ao término do livro fiquei com aquela sensação de 'não acredito que é só isso'. Sério, um livro de 799 páginas, muito bem escritas diga-se de passagem, é um exagero pra esse desenrolar que ao meu ver deixou muito a desejar. Diana Gabaldon, conseguiu me prender na trama, me envolveu com toda a fofura do Jaime, mas nada disso faz do seu livro o melhor do mundo, muito menos digno de ser comparado com a obra de George R. R. Martin como eu já vi gente comparando. JAMAIS, BABY! Ela ainda terá de comer muito arroz com feijão pra fazer metade do que titio Martin faz. 

O.K. momento revolts a parte, pois realmente fiquei muito fula da vida de ver uma comparação tão infeliz quanto essa e ela só aumentou quando eu terminei de ler esse livro. Simplesmente o livro não funcionou pra mim, sério, e sou uma grande entusiasta de viagens no tempo e já li uma boa parcela de livros dentro do tema pra dizer... que A Viajante do Tempo, pra mim, foi uma baita decepção muito bem escrita e nada mais.

Pra ajudar a me animar ainda mais #sqn... o livro é uma série gigantesca, que torço fervorosamente para que melhore no próximo volume que estou para receber.

1. A Viajante do Tempo;
2. A Libélula no Âmbar;  (Lançamento dia 05/11/14)
3. O Resgate no Mar - Parte 1;
3. O Resgate no Mar - Parte 2;
4. Os Tambores de Outono - Parte 1;
4. Os Tambores de Outono - Parte 2;
5. Cruz de Fogo - Parte 1;
5. Cruz de Fogo - Parte 2;
6. Um Sopro de Neve e Cinzas - Parte 1
6. Um Sopro de Neve e Cinzas - Parte 2
7. Ecos do Futuro - Parte 1
7. Ecos do Futuro - Parte 2

Diana consegue te envolver na trama, isso é uma delicia, mas os escorregões históricos são dignos de um reumatismo, sem falar no enredo mais cheio de coisas sem importância que já vi na vida. O.K. é uma obra de ficção fantástica, mas existem certas regras para que a coisa gire dentro das engrenagens sem deixar na nossa cara que aquilo está fora do lugar. Você pode brincar com o que quiser em um mundo a parte, ditar regras, alterar linguística e por aí vai, mas quando você ambienta seu romance em uma parte da história existente no nosso mundo é quase que uma obrigação sua respeitar os costumes e histórias do lugar, ela não faz isso. E não me venha falar que o livro é escrito sob o prisma da Claire, por isso que é todo moderninho, pois isso não convence nem o dedão do meu pé, amigo. No fim da guerra as coisas não eram assim tão século vinte e um quanto a autora descreve, mas enfim.

O inicio da leitura foi moroso, primeiro porque o marido da Claire é um chato de galocha, minha nossa... muitooo pedante. Sabe aqueles caras que respiram o trabalho? Vivem o trabalho e a mulher que se vire andando atrás dele? Esse é o Frank... e quando ficou aquela enrolação inútil (tem muito disso nesse livro) já estava me perguntando quando é que essa mulher ia cair na Escócia do século dezoito porque minha paciência com o marido dela já estava terminando.

Tudo me levava a abandonar a leitura, sério, mas persisti, tenho um compromisso com a editora e não poderia simplesmente criar um ponto de vista sem nem ao menos ler a metade do livro e por enquanto a escrita estava me envolvendo, então fui lendo a ferro e fogo tentando engolir o marido da Claire, recitando o mantra de que o Jaime Fraser valeria o esforço... até que enfim, ela despertou na Escócia e me vi pela primeira vez encantada com o que estava por vir.

Sim, Jaime Fraser compensou cada segundo de enfado que tive e terminou por aí. 

Se paramos para analisar estaremos lendo essa série por causa dele, porque a Claire faz cada burrice que nossa... que dá muita raiva! Como a parte em que ela tenta fugir, depois de casada, e cai no rio indo direto pras mãos do déspota do Randal  (não o marido, mas o ancestral) e o Jaime tem de ir lá resgatar ela... tipo... ela ta num covil de ingleses, onde o rapaz está com a cabeça a prêmio e ela me faz essa... nossa... muita burrice, achei que apanhou pouco depois. Fiquei uma semana sem pegar o livro depois que li isso de tanta raiva que fiquei, a burrice dela sempre leva todo mundo, principalmente o lindo do Jaime, a ser açoitado, quebrado, espancado ou coisas do tipo... se ela o ama, caramba, o que ela fez por ele no final do livro foi muito pouco diante da enormidade de burrices que ela fez e ferrou com o rapaz.

O livro começa quando Claire e Frank viajam para a Escócia após anos separados pela guerra. Frank é historiador e busca sinais de seus antepassados nas Terras Altas e como precisam de um tempo para tornarem a conviver como marido e mulher novamente, decidem fazer da viajem a lua de mel deles. Claire ama Frank, mas eles sabem que nada será como era antes da guerra... enquanto buscam conhecer os mistérios do passado escocês de Frank, Claire acaba tendo contato com uma das bruxas da cidade que lhe lê a mão... sem acreditar na magia ela e Frank se aventuram até uma formação megalítica para presenciar um ritual pagão. Após retornarem a pensão onde estão hospedados, Claire decide retornar sozinha ao local para buscar uma flor, ela estuda os poderes medicinais das ervas e gostaria muito de estudar aquela planta. Chegando ao local ela ouve ao longe sons de batalha que vão ficando cada vez mais altos, até que um grito a atrai até uma determinada pedra que ao tocá-la faz com que nossa mocinha desfaleça.

Ao despertar Claire, continua ouvindo o tal som de batalha e de inicio acredita estar em algum set de filmagem, mas os tiros parecem bem reais... fugindo do campo de batalha ela cai e encontra, Black Jack Randall, um homem perverso que tem a mesma aparência de Frank, seu amado marido. Achando que o homem era seu marido ela se aproxima e acaba refém do homem que acredita que ela é uma prostituta.

Resgatada das mãos de Randall, ela se vê dentro de uma cabana repleta de escoceses mal encarados. É tão óbvio que ela se encontra em algum lugar no passado, que ela fala seu nome de solteira a Dougal, o líder do grupo. Ninguém acredita na mentira que ela conta e todos acham que ela é um espiã inglesa, e a tratam com suspeita, ao menos até que ela recoloque o braço do jovem Jaime e cuide de seus ferimentos. Sendo espiã ou não, ao menos ela era uma boa enfermeira, então a levam como refém para o castelo de Leoch, onde ela toma para si a responsabilidade de cuidar dos enfermos do lugar. Todos a tratam muito bem, mas há sempre aquela dúvida sobre quem ela é de verdade. Claire acredita que se voltar ao monumento megalítico poderá voltar para Frank, mas as coisas não serão nada fáceis para ela.

Entre indas e vindas, festas, banquetes e conversas simpáticas com o carismático Jamie, ela acaba envolvida no dia a dia daquele lugar e daquelas pessoas e em uma viagem regular de cobrança de impostos ela vai participando do meio politico do país e saber que aqueles homens, a quem aprendera, a admirar e respeitar não iriam ganhar aquela batalha a consumia. Sim, ela tinha de ir embora... mas como?

Após uma reunião com Randall, Dougal está determinado a casá-la com o jovem Jaime. Sim, ela gostava do rapaz, ele era bonito e simpático, porém ela ainda era casada e fiel aos votos que fizera a Frank, mesmo que ali naquela época ela fosse apenas uma viúva estrangeira. Ela tem vinte e sete anos, sabe que Jaime é um rapaz de vinte e três, e não quer destruir a vida do rapaz, porém ele a quer... está determinado a casar com ela. Jaime é apenas um escocês sem nada, mesmo que seu clã tenha posses, como um fugitivo, ele não tem direito a nada, apenas a servidão no castelo de seu tio que teme que ele venha a governar Leoch um dia, então o casamento com uma estrangeira é muito conveniente a todos eles.

Enfim, os dias vão passando... a guerra está cada vez mais eminente e quanto mais Claire fica naquele lugar, mais envolvida ela fica com o povo, com sua história, com sua força e coragem, e claro, cada vez mais apaixonada pelo belo e bravo, Jaime Fraser... seu brutamontes preferido... rsrs

Então, entre idas e vindas, fugas, surras e estupros nossa trama vai se desenrolando. Se a autora tivesse nos poupado de grande parte de uma enrolação sem fim, a leitura do livro seria mais rápida e mais dinâmica, mesmo que no fim o desfecho não fosse lá essas coisas... acredito que o povo teria menos medo de pegar o livro pra ler.

Pra mim A Viajante do Tempo é um livro bom, a leitura foi gostosa, envolvente, o Jaime é um ser em perfeição, que diz coisas perfeitas e um personagem muito carismático, mas o livro valeu a distração e termina por aí.

Há muitas rebarbas nesse livro para ele ser chamado de ótimo, quem dirá excelente como ando lendo por aí. Todos os motivos do desenrolar ao meu ver foram fracos, mas gosto não se discute e provavelmente o povo que superestima esse livro nunca leu nada além desse livro na temática para conseguir avaliar um livro de viagem no tempo realmente excelente.

Bem... poupem-me do mimimi... e nem percam tempo argumentando! Essa é minha opinião, então aprendam a viver com ela... rsrs... Vou ler o segundo livro, então ainda há esperanças de que meu ponto de vista possa mudar, mesmo que eu ache isso pouco provável... enfim... que venha A Libélula no Âmbar.


book cover of 

Cross Stitch 

Nas Asas do Tempo


8 Comentários

  1. Oiee.
    Como eu falei no post anterior já tinha lido algumas resenhas desse livro e todas ou a maioria sempre falando bem. Ninguém tinha listado com detalhes os "problemas" do livro e fiquei satisfeita em saber que ele não é tudo isso que parece, alguém até que enfim falou.
    Não sei se vou lê-lo, talvez.
    Bjokas!

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    1. Então... as pessoas meio que jogam tudo nas costas do escocês e tal, ele é lindo, diz coisas lindas, mas o livro não é tudo o que andam falando. Se puder ler, leia, é um livro LEGAL, mas não excepcional como o povo anda cantando aí... como disse é cheio de 'problemas' e furos e tudo o mais, mas é legal, vale a distração.

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  2. Nossa, fiquei sem net ontem D:'
    Mas enfim, achei bem confuso o livro e algumas coisas desnecessárias, odiei a protagonista.
    O livro é bem grossinho e é o que dá mais vontade de ler, vi outras resenhas e achei muitos elogios e nada de crítica, não que você tenha criticado, mas quase ficava influenciada por tanto elogio.
    Não gostei muito do enredo do livro, essa coisa de viajante não é pra mim eu acho.
    Beijos Raíssa, ThayQ.

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    1. rsrs... viagens no tempo são temáticas legais, esse livro é legal, porém já li muitos melhores, tão bem escritos quanto e muito mais românticos e mais profundos que esse... rsrs... ainda bem que não é sua área ou ia ficar P da vida que nem eu... rsrs

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  3. Oi Raíssa, que brabeza mulher! Não li Mr. Martin, por isso não tenho como comparar as obras, mas como você disse, opinião é opinião e deve ser respeitada. Achei sim o início do livro moroso e até chato, assim como o marido da Claire. Jamie é um homem maravilhoso mesmo, daqueles que suspiramos e torcemos. Claire também me irritou em certos momentos e este que você citou, também fiquei brava com ela, mas no geral, gostei dela, na verdade, gostei do livro.
    Bjs, Rose.

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    1. Oi Rose, eu gostei do livro... só que não é pra tanto... o povo exagera demais nos elogios e o livro não é tudo isso não. É legal, é BOM... mas nunca será EXCELENTE como tenho visto por aí... rsrs

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  4. Oii Raíssa!

    Bem, faz algum tempo que venho lendo resenhas e escuto maravilhas sobre esse livro. As resenhas me conquistaram bastante, até porque essa é a primeira resenha negativa que vejo do livro, mas confesso que o tamanho do livro (e da série) me assusta bastante! Como você disse, é uma leitura meio repetitiva, e eu acabo sempre abandonando livros assim. Nunca li nada do Matin, porque os livros dele não me chamam a atenção, mas pelo pouco que conheço das obras dele concordo que a comparação é bem exagerada!
    Bem, se eu tiver uma oportunidade leio, mas vai demorar bastante, rs!
    Bjs

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  5. Viagens no tempo são temáticas que eu gosto bastante mais... Estou correndo de livros que tem furos e que não conseguem prender minha atenção. Quero ler um livro onde eu caiu lá dentro e é preciso uma tropa de elite para me tirar de lá, o que não anda acontecendo.

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