♥ O Principe do Deserto ♥ Sabrina 1591 - Nova Cultural
Não me procure... Voltarei quando estiver pronta... 
Pandora Madchen escreveu essas palavras quando fugiu, seis anos atrás. Nesse meio tempo, ela se tornou uma famosa cantora de rock e viajou pelo mundo inteiro, mas nunca se esqueceu da promessa que fez a si mesma. Agora ela está pronta para voltar à desértica Sedikhan e para o homem por quem se apaixonou cedo demais... e nunca conseguiu esquecer. O sheik Philip El Kabbar é um homem poderoso e influente. Contudo, durante seis longos anos não conseguiu encontrar a garota a quem ainda considera ser seu dever proteger. Pandora está de volta, e não é mais uma garota, mas sim uma mulher linda e atraente, determinada a envolvê-lo num jogo de sedução, de onde ambos podem sair de coração partido...
O Principe do Deserto

O Príncipe do Deserto não é um livro ruim, porém seu enredo é inconsistente e inverosímel, simplesmente não convence. Que a falecida Nova Cultural (que o inferno a tenha, pois parou de lançar meus amados livros históricos de banca) era mestra em mutilar bons livros para enfiá-los em suas séries, não é novidade para ninguém, mas acho que a probabilidade deles publicarem um livro com o inicio mutilado é muito pequeno, então a culpa é da autora mesmo.

Tudo no livro ficou vago. Não foi explicado como foi que Pandora surgiu em Sedikhan, que o pai dela era o médico de El Kabbar ok, mas porque Phillip a tomou sob sua proteção e essas coisas ficou muito vago. Tudo brotou na história de uma forma sem pé nem cabeça. A leitura é rápida, porém sem sentido. Confesso que a sinopse atrás do livro engana e muito, aliás, a sinopse é muito melhor que o livro, que foi para mim uma imensa decepção.

Para quem gosta de ler livros da tia Didi e seus mocinhos ogros livros de sheik estão automaticamente na lista e eu não sou diferente. Meu primeiro romance de banca, foi um romance de sheik e foi amor eterno sobre a temática e quando vi um livro de sheik de uma autora diferente com aquela sinopse fui fisgada e hipnotizada pela novidade e fiquei decepcionada.

O romance é até fofinho, mas achei a Pandora uma mocinha muito burra e o Phillip um cara que quer mandar em tudo e ser durão muito fácil de ser dobrado por uma mulher de vinte e um anos que tem a cabeça de uma menina de quinze anos.

Naaaa boooaaaaaa..... mulher infantil conseguir dobrar um homem maduro e vivido? Não me convenceu em nada com esse papinho de: 'vou provar a você que é amor o que sente por mim'

Para ajudar ainda mais a minha decepção, o livro é o sétimo de uma série de dezoito livros chamada Sedikhan. Como sempre, lançados fora de ordem pela nossa amada e odiada Nova Cultural, veja a seguir a ordem:
  1. The Golden Barbarian; (não publicado no Brasil)
  2. Um Príncipe em Minha Vida; 
  3. The Trustworthy Redhead; (não publicado no Brasil)
  4. Capture the Rainbow; (não publicado no Brasil)
  5. Além do Horizonte; 
  6. Sob o Sol do Deserto;
  7. O Príncipe do Deserto;
  8. Always;  (não publicado no Brasil)
  9. Everlasting;  (não publicado no Brasil)
  10. Til the End of Time; (não publicado no Brasil)
  11. The Last Bridge Home; (não publicado no Brasil)
  12. Across the River of Yesterday; (não publicado no Brasil)
  13. Star Light, Star Bright; (não publicado no Brasil)
  14. The Man from Half Moon Bay; (não publicado no Brasil)
  15. Blue Skies and Shining Promises; (não publicado no Brasil)
  16. Magnificent Folly; (não publicado no Brasil)
  17. Notorious; (não publicado no Brasil)
  18. A Tough Man to Tame; (não publicado no Brasil)
O livro começa com a bela e sensual estrela do rock, pondo seu plano de conquistar o belo sheik de El Kabbar em ação (plano esse muito bobo). Quando tinha quinze ano Pandora fugiu de El Kabbar, seu grande amor de adolescência (vale lembrar que El Kabbar tinha trinta e dois anos na época e ela era uma menina de quinze com ciumes dele por ele ter amantes, muito ridículo isso). Agora ela é uma mulher feita e fazer um trato para se tornar amante de Phillip é sua meta. Há seis anos ela já planejava um retorno triunfal direto para a cama do sheik.

Phillip pagou os melhores detetives ingleses para encontrar sua jovem protegida durante longos anos sem obter nenhum sucesso. Agora ela está de volta, não mais uma menina e sim uma bela e sensual mulher disposta da passar três meses em sua cama, como sua amante. (para quem procurou seis anos e estava puto de raiva, acho que ele recebeu ela muito bem dando uns amassos  nela. Para quem só a via como uma menina e sua protegida, ele aceitou muito rápido o fato dela querer ir para sua cama... na boa não me convenceu isso)

Na primeira noite como amantes, Phillip descobre que Pandora ainda era virgem. Precisa mandá-la embora, porém ela o ameaça com a probabilidade de ter engravidado naquela (e adivinhem ¬¬' mesmo sabendo que ela estava armando para engravidar dele, ele faz amor com ela novamente). Como todo sheik machista e possessivo, quando Pandora precisa de ausentar um dia para resolver coisas da banda, para feri-la ele arruma outra amante e fala coisas horriveis para ela quando ela volta. 

Agindo como uma criança diante da recusa do sheik, ela monta o cavalo mais arisco do haras e acaba com a cabeça rachada perto de alguns penhascos. É aí que Phillip descobre a gravidez dela e decide conquistá-la.

A história é basicamente essa. Pandora, simplesmente impõe sua presença na vida de Phillip, diz que não vai embora, que vai provar a ele que ele a ama tanto quanto ela (aff!!!muito chata ela). Não acho imposição sinônimo de atitude, acho isso chato e inconveniente. Se a pessoa não te amou antes, impor seu amor a ela não vai mudar isso. Principalmente a um homem muito mais velho, que a probabilidade de ter amado ela com apenas quinze anos é mínima.

Enfim, o livro é fraquíssimo e pouco convincente. Apesar do Phillip ficar um fofo mais para o final do livro, conseguir terminar foi um sofrimento, foi tudo muito surreal. Não recomendaria o livro a ninguém, porém há quem possa se interessar e gostar. 

Não há livro ruim, apenas o leitor errado no momento errado. Então se você achar que vale a pena encarar, só posso lhe desejar... BOA SORTE!!!

book cover of 

And the Desert Blooms

6 Comentários

  1. O que dizer da Nova Cultural que deixou todas na mão? E, o pior, sem aviso! Eu, particularmente, não gosto de livros com sheiks, príncipes, musicistas.... acho um bando de chatos: são machistas, arrogantes, egocêntricos... lembra muito os moços dos antigos florzinhas.

    ResponderExcluir
  2. Foi mta sacanagem o que eles fizeram muita série boa que eles começaram e nem terminaram... eu não tenho muitos problemas com esse tipo de personagem principalmente quando o autor deixar a entender que eles mudaram de verdade por conta do amor e exatamente por detestar a atitude de cada um deles é que fico cada vez mais encantada com eles... vai entender... kkkkkkkkk

    ResponderExcluir
  3. Não sei. Eu não gosto de personagens que passem o livro inteiro fazendo merda e que no fim digam que tudo o que fizeram foi por amor, tipo "te humilhei, bati, joguei na parede, xinguei tua mãe, mas foi tudo por amor" hahahahahaha

    ResponderExcluir
  4. Olha...complicado mesmo essa leitura...tá parecendo novela mexicana!rsrsrs
    E olha que é difícil eu não me agradar por algum livro...
    mas história sem conteúdo, sem enredo e como vc mencionou, sem consistência, não dá certo mesmo. Uma pena...poderia ter sido uma ótima história se fosse abordada da maneira correta.

    ResponderExcluir
  5. Nossa... até novela mexicana tinha mais sentido que esse livro aí, realmente foi um desperdício de tempo da autora escrevendo ele... rsrs

    ResponderExcluir
  6. Também ficava revoltada com os cortes que a editora fazia nos livros. Odeio quando pego um livro para ler e percebo que ele é o meio de uma série, prefiro sempre ler na ordem, por mais que sejam independentes entre si.
    Bjs, Rose

    ResponderExcluir