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Algumas coisas são verdade, quer você acredite nelas ou não." City of Angels

► Recadinho aos leitores: E então queridos? Estão gostando do romance da Cassia? Ainda foram poucos os comentários por essa razão só vou publicar o próximo capítulo quando mais pessoas comentarem algo sobre a história e/ou sobre o trabalho na Cassia. Não é justo eu disponibilizar uma coisa, ser cobrada por ela, mas não ter o mínimo de reconhecimento de vocês né? Então, se querem que o próximo capítulo saia bem rapidinho... deixa ai seu comentário!Beijos ~Raíssa



 ♥ 27. SÓ UM SONHO ♥



  - Sammy, acorda! Vamos nos atrasar – Sophia me sacudiu, enquanto eu abria os olhos tentando ter alguma noção de onde estava – Sammy!
- Que foi? – perguntei grogue.
- Você está bem?
- Onde ele está? – sentei na cama e olhando para ela, passei a mão por meus cabelos.
- Ele quem? – Sophia saiu de perto de mim e pegou sua mochila.
- O anjo do sonho – murmurei, mas ela não ouviu.
- Vai logo, Harvard University nos espera – ela sacudiu nossas cartas de admissão.
  Levantei da cama e me espreguicei. Peguei uma muda de roupas e andei pelo nosso apartamento gigante – que nossos pais haviam alugado desnecessariamente, porque ficava a vinte minutos de East Boston – até o banheiro.
  Enquanto eu me ensaboava, flashes do sonho inundaram minha mente, principalmente a imagem de um anjo louro e de olhos azuis como o céu. Minha mente jogava cenas de nós dois e eu sempre as recebia confusa. Por fim, sacudi a cabeça e tentei guardar aquele sonho em algum lugar isolado de meu cérebro.
  Arrumei-me normalmente – agora um tanto animada para meu primeiro dia de aula –, tomei café e saí de casa rumo à Harvard.
- Até mais Sr. Lane – Sophia disse ao passar pelo porteiro, um senhor gentil que sempre nos tratou bem desde que chegamos aqui, há um mês.
- Até logo garotas. Bom dia de aula – ele cumprimentou.
- Obrigada, tenha um bom dia – sorri.
  Entrei no carro e Sophia me seguiu no dela. Por todo o caminho tentei lembrar como se chamava o garoto com o qual eu havia sonhado. Sem sucesso. Minha mente só liberou uma canção de ninar regida por sua voz.
  Ao chegar ao estacionamento da universidade, deixei uma vaga passar e Sophia aproveitou minha falta de atenção e estacionou seu carro. Duas fileiras depois, achei outra vaga.
  O sonho ainda martelava na minha cabeça, quando desci do carro e andei pelo estacionamento. Dei uma olhada rápida e não vinha ninguém, mas quando estava atravessando, ouvi um barulho agudo. Olhei assustada para o lado e vi um carro há centímetros de mim.
  Meu coração disparou ao ver o motorista saindo desesperado do carro e vindo até mim quase correndo. Minha mente estalou e quase pude ouvir o barulho.
- Você está bem? – sua voz estava distorcida – Me desculpe, eu... Não vi você – ele atropelava as palavras.
- É o garoto do sonho – disse para mim mesma, meus lábios quase não se mexendo – Um anjo – sussurrei.
- Desculpe? – seus olhos azuis estavam perturbados.
- Arthur Mason? – minha mente soltou lentamente por minha boca.
- Sim? – ele estava surpreso e feliz.
  Não sei por que, mas uma onda de alegria me tomou. Lágrimas começaram a cair compulsivamente de meus olhos e num impulso o abracei. Arthur retribuiu meu abraço, minha mente e meu corpo reconhecendo quem me envolvia. O amor platônico que eu sentia minutos atrás se transformou na mais oura realidade.
- Sei o que está pensando – ele me afastou delicadamente e me olhou nos olhos – E eu estava lá – ele sorriu e puxoumeu rosto para o seu.
  Aquele era o meu anjo.

- Será que pode me explicar o que aconteceu? – perguntei ainda atordoada quando estávamos no pátio, sentados numa das mesas grandes de mármore – Ainda não entendi. Eu sonhei?
- Não. O que aconteceu foi que sua noção de sonho e realidade foram trocadas. Mas só aconteceu com você – sua expressão era de quem achava que tinha dado uma terrível explicação.
- Tudo aconteceu?
- Sim – ele estava feliz.
- Você é um anjo – minha mente lutou contra e liberou cenas de meu sonho-realidade – Não, você não é um anjo – sacudi a cabeça – Não mais. Você mudou por mim – disse olhando em seus olhos.
- Exatamente – ele sorriu – Estou curioso. Lembra-se de tudo? –ele me encarou. Por alguns segundos revivi o sonho.
- Sim. Desde o primeiro dia que te vi – lembrei de minha reação ao vê-lo olhar para mim pela primeira vez.
- Desde o primeiro minuto em que seu sonho virou realidade – ele tocou meu rosto.
- Como?
- No dia em que e conheci, sua realidade foi invertida – ele sorriu e pegou uma mecha de meu cabelo, enrolando-a em seus dedos.
- Sério?
- Sim.
- Mas por que nesse dia?
- Talvez você fosse especial demais para estar na minha realidade.
- Mas... – comecei.
- Preste atenção – ele parou de mexer em meu cabelo e me olhou nos olhos – Você não iria me aceitar em sua vida. E mesmo sendo um sonho, foi difícil fazer você aceitar.
- Claro que...
- Shhh... Não – ele me interrompeu – Não iria. Não acreditaria em mim quando eu revelasse que era um anjo. No mínimo, acharia que eu estava mentindo. Mas se sonhasse, não existiria a questão de acreditar ou não. Não podemos mudar um sonho, a única coisa que podemos fazer é seguir seu percurso, até chegar ao final – ele sorriu – Por isso sua realidade foi invertida, porque pensando ser um sonho, não tinha como interferir.
- Mas só para mim?
- Sim.
- Tem certeza que eu não iria te querer se eu pudesse mudar algo?
- O que acharia se Sophia nos encontrasse agora e dissesse que é um anjo? – ele levantou as sobrancelhas.
- Pensaria que ela estava louca e tentaria ajudá-la.
- E se ela fosse um estranho?
- Eu me afastaria – sussurrei, entendendo o que ele queria dizer.
- Era aí que eu queria chegar – ele sorriu – Tudo foi real. Mas você precisava pensar que era um sonho para não pode interferir e se afastar de mim, como você faria. Entende?
- Sim – o sinal tocou e já estava na hora da primeira aula. Era emocionante saber que tive uma experiência dessas. Alucinante e perturbador, mas completamente fascinante.
  Arthur assistiu a todas as aulas do primeiro tempo comigo e quando a manhã acabou, fomos para o refeitório, onde encontrei Bryan e Sophia. Arthur perguntou se eu queria sentar numa mesa diferente da deles e aceitei.
  Estava quase no final do horário de almoço quando o Reitor entrou no refeitório e pediu nossa atenção. Ele nos desejou boas vindas e se desculpou por não ter vindo antes.
- Sabia que aqui tem uma fonte de desejos? – Arthur murmurou em meu ouvido.
- Onde viu?
- Perto dos dormitórios. Quer ir? – sua voz era animada.
- Agora? – olhei para o Reitor.
- Vamos, ele não vai nem perceber – Arthur levantou rapidamente e o segui até a saída. Ele segurou minha mão e a beijou, sorrindo para mim ao baixar nossos dedos entrelaçados.
  Só quando cheguei à fonte, percebi o porquê de sua animação. A estátua do cupido por onde a água se derramava devia ter uns cinco metros. Arthur pegou duas moedas no bolso e me deu uma.
- Faça um pedido e jogue.
- Ok – pensei num desejo, virei às costas e joguei. Quando foi sua vez, ele fez o mesmo.
- O que pediu? – ele perguntou de frente para mim.
- Que isso não seja um sonho – ele bufou e revirou os olhos – E que se for, não acabe. E você?
- Não importa – ele deu de ombros – Tenho você, não há nada mais que eu queira – ele colocou a palma de sua mão em meu rosto e se aproximou de mim. Senti seus lábios tocarem os meus e reagi exatamente como me lembrava.
- Ao abandonar minha boca por alguns segundos – deixando-me alimentar meus pulmões – senti seus lábios percorrendo o caminho até meu ouvido.
- Minha vida está construída em função da sua – ele sussurrou, uma pequena mudança na frase de tempos atrás. Pareciam séculos – Meu único amor.
  Seus lábios envolveram os meus mais uma vez e soube eu naqueles braços eu sempre encontraria no sonho, a realidade.

  Eu estava no elevador quando o celular tocou.
- Oi Sophia.
- Vou chegar mais tarde hoje, Bryan e eu vamos ao cinema.
- Ok. Se divirtam.
- Acho que Arthur vai passar por aí.
- Ah, tá. Valeu por me avisar.
- Quer que eu compre alguma coisa pra você? – a essa altura, estava quase no meu andar. Com a mão livre procurei as chaves dentro da bolsa.
- Hmmm... Compra. Traz o cd novo de 30 STM e uma pizza. Quando chegar, eu pago.
- Não precisa. Bryan tá mandando um beijo. Ai! Para com isso, Bryan. Não vê que estou no telefone? Ai! – ela começou a rir.
- Ok – revirei os olhos – Vou desligar. Preciso encontrar as chaves.
  Tinha acabado de achá-las e fechar a bolsa quando o elevador parou. Ao sair, vi uma pessoa tentando abrir a porta do apartamento.
- Ei! – chamei.
  Quem quer que fosse virou e me encarou de maneira assustada.
- O que está fazendo aqui? – perguntei sufocada pelo nó em minha garganta. Entrei no elevador, mas ele pôs o pé, impedindo-o de fechar.
- Olá Sammy.
  
Fim.



 Um Romance de:

2 Comentários

  1. Acho que eu me perdi na leitura, vou ter que voltar alguns capítulos.
    Bjs, Rose.

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  2. Provavelmente Rose, publiquei 3 outros capitulos antes desse... rsrs... agora acabou a estória :)

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