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Algumas coisas são verdade, quer você acredite nelas ou não." City of Angels

► Recadinho aos leitores: E então queridos? Estão gostando do romance da Cassia? Ainda foram poucos os comentários por essa razão só vou publicar o próximo capítulo quando mais pessoas comentarem algo sobre a história e/ou sobre o trabalho na Cassia. Não é justo eu disponibilizar uma coisa, ser cobrada por ela, mas não ter o mínimo de reconhecimento de vocês né? Então, se querem que o próximo capítulo saia bem rapidinho... deixa ai seu comentário!Beijos ~Raíssa

♥ 22. O ADEUS ♥



- Sammy, Sammy! Abra essa porta - papai gritou do lado de fora de meu quarto. Levantei da cama ainda grogue e abri a porta na manhã de meu último dia de férias.
- O que é? – encostei o rosto na porta.
- John ligou! – ele sorriu
- Parabéns pra ele – ironizei fechando os olhos.
- Nathália saiu do coma! – ainda estava de olhos fechados – Sammy acorda! – ele balançou meus ombros.
- Nathália... – minha mente deu uma guinada e voltou a funcionar – Ela voltou?!
- Sim, sim! – o sorriso em seu rosto era enorme. Uma onda de felicidade me inundou, meu coração disparou e meus olhos encheram-se de lágrimas.
- Oh, um Deus! – abracei meu pai – Pai, pai – me afastei dele num rompante – Quero vê-la – atropelei as palavras.
- Vá se arrumar. Lucy já deve estar pronta. Vou na frente, ok? – ele perguntou ansioso.
- Tá – fui até o guarda roupa e peguei a primeira coisa que vi. Corri para o banheiro. A água parecia pingar e a espuma ter grudado em minha pele, porque por mais rápido que eu me movimentasse, nunca era o bastante. Por fim, saí do banheiro às pressas – abotoando a camisa e enxugando o cabelo que pingava no assoalho. Peguei a chave do carro, o Iphone e um sapato. Corri pela escada enquanto desastradamente calçava o all star. Joguei a toalha no sofá e corri porta afora.
  Eu estava praticamente em estado de histerismo quando cheguei ao hospital. Corri pelos corredores – driblando leitos e pessoas – sonhando em poder me tele transportar. Ao parar na frente do quarto de Nathália, achei estranho não ter ninguém ali. Dei de ombros e passei desajeitadamente álcool nas mãos, entrando no quarto.
  Meu pai e Lucy estavam lá, assim como John, Arthur e obviamente, Nicolas. Todos olharam para mim, mas procurei pelo único rosto que me interessava. Inclinei um pouco a cabeça para tirar John de meu campo de visão e lá estava Nathália. Ela estava sentada, com as mãos cruzadas no colo e não estava mais ligada aos aparelhos, só uma intravenosa mandava soro para suas veias.
  Nathália sorriu para mim e senti meu coração explodir no pito. Andei rápido até ela e sentei ao seu lado. Se rosto era sereno ao me fitar, seus olhos enchendo-se de lágrimas. Minha irmã tinha voltado. Agora eu entendia a expressão maravilhada de Arthur ao me por nos braços depois do sequestro. Era assim que eu estava. Maravilhada.
- Oi Sammy – observei cada tom de sua voz e movimento de seu rosto. Como seus lábios se mexeram, sua sobrancelha esquerda se arqueou um pouco. Cada pequena distorção foi captada por meus olhos. Eu ainda não acreditava no que estava vendo.
- Nathália – sorri devagar.
- Sou eu – ela uniu as sobrancelhas como fazia quando achava alguém idiota.
- Nathália! – repeti e a abracei. Seus braços envolveram minhas costas. Ouvi soluços vindo de sua garganta e a abracei mais forte. Mesmo sabendo que era um choro de felicidade, meu instinto protetor foi acionado. Afastei-me poucos centímetros dela e limpei suas lágrimas com as mãos. Olhei para seu rosto. A vida havia voltado a seus olhos.
- É bom ver você – ela disse colocando a mão em meu rosto.
- Você não imagina o quanto eu quis ver você acordando – disse olhando para seus olhos que cintilavam.
- Eu queria te dizer uma coisa – ela fungou – Escutei o que você disse no dia em que apertei sua mão. Não queria que você fosse embora. Tentei falar, mas só consegui dizer seu nome. Quis abrir os olhos, mas não os encontrava. Sammy, escutar você dizer que me amava foi o que me fez voltar por alguns segundos – ela baixou a cabeça e voltou a me olhar, as lágrimas descendo por seu rosto – Também te amo, muito. Você é mais que minha irmã, é mãe que eu nunca tive e se eu pudesse escolher, seria sempre você – ela caiu no choro e me abraçou.
- Vou estar sempre com você – a abracei forte e afaguei seus cabelos –, pra tudo – afirmei chorando.
  Quando finalmente nossas respirações haviam se acalmado, me afastei dela e sorri ao encontrar seu rosto vermelho.
- Sammy, sinto muito, mas temos que tirá-la da UTI – John disse com a mão em meu ombro. Nathália franziu o cenho. Segurei seu rosto e dei um beijo em sua testa.
- Está tudo bem. Estarei com você – pisquei e saí de perto, indo para o lado de Arthur – que abraçou minha cintura.
- Não disse que ela ficaria bem? – ele disse sem me olhar.
- Vou ter que dar mais crédito a você – sorri.
-É muito bonita a relação que vocês duas tem – Nicolas disse se aproximando.
- Ela já sabe?
- Não. Dr. Mason achou melhor não contarmos agora, ela acabou de sair de um coma e não é algo fácil de dizer.
- Concordo.
- Filha, vamos para o quarto dela? – papai perguntou se aproximando com Lucy.
  Papai, Lucy e Nicolas foram na frente. Arthur pediu que eu fosse até a lanchonete comer alguma coisa e depois de muito insistir, atendi a seu pedido. Eu estava mesmo com fome, só não queria ir para não perder nenhum segundo com Nathália. Ao chegarmos na lanchonete, Arthur pediu o hambúrguer mais completo que tinha e um suco de maracujá.
- Por que não me deixou escolher? – perguntei quando a garçonete colocou meu prato me cima da mesa.
- Precisa se alimentar.
- Isso é um monstro – olhei para o hambúrguer.
- Se quiser te ajudo, esse cheiro ta me dando fome.
- Então a primeira mordida vai ser sua – estendi a mão para seu rosto. Ele me olhou desconfiado – Morde – ele me encarou por mais um segundo e fez o que falei – Quer? – ofereci o suco.
- Hum, hum – ele negou de boca cheia. Arthur esperou pacientemente enquanto eu tentava achar um espaço pra colocar aquela comida toda, mas desisti quando chegou a um pouco mais da metade.
- Toma, desisto – entreguei a ele.
- Quem casar com você quase não gastará com comida – ele sorriu e pegou a comida de minha mão. Por um segundo vi algo estampado em seus olhos, mas não consegui decifrar o que era, ele disfarçou qualquer coisa que fosse com a mesma rapidez que percebi – Você está suja.
- Suja? – Eu devia ter tomado banho direito, pensei.
- Posso? – ele ergueu a mão. Assenti e ele pegou um guardanapo e passou no meu queixo – deve ter escorrido molho – na mesma hora ele sorriu e balançou a cabeça.
- O que foi dessa vez?
- Você abotoou a blusa errado – ele apontou – O segundo botão está no lugar onde deveria estar o quarto.
  Olhei para minha blusa e desabotoei o errado. Coloquei os botões em seus devidos lugares e voltei a olhar para ele, que pigarreou e desviou o olhar de meu rosto.
- Pronto.
  Voltamos para o quarto de Nathália. John saía no mesmo minuto.
- Como ela está?
- Ótima, totalmente recuperada.
- Quem está com ela?
- Lucy e Nicolas.
- E o papai?
- ou entrar, precisa de álcool?
- Não. Sammy, acharia melhor que você não entrasse.
- Por quê?
- Nathália perguntou quem era Nicolas e os pais dela acabaram de dizer.
- Como é? Mas você tinha dito que não era...
- Não tenho poder sobre ninguém. Às vezes não seguem o que digo – ele deu de ombros.
- Será possível? – desviei dele e abri a porta. Nicolas estava sentado ao lado de Nathália, Lucy ao lado dele – Nathália? – chamei. Ela olhou para mim. Sem eu rosto não havia nenhum sinal de raiva ou tristeza, ela parecia até... feliz.
- Oi Sammy – ela sorriu –, senta aqui – ela deu alguns tapinhas no espaço vazio ao se lado. Um tanto desconfortável, andei até ela e sentei – Que cara é essa?
- Nenhuma. John me contou que você já sabe que Nicolas é seu pai – disse sem jeito.
- É – ela sorriu levemente.
- Ela reagiu bem Sammy – Lucy falou.
- Que bom – respondi indiferente – Não seria bom você ficar nervosa.
- Você sabia que ele ficou aqui noite e dia desde que chegou à Boston? – ela sorriu.
- Sim.
- Ela brigou comigo por ter feito isso – pela primeira vez Nicolas se pronunciou. Ele estava radiante, mesmo sendo discreto, sua felicidade cintilava em cada palavra.
- Claro – Nathália concordou – Você deveria ter ficado na minha casa.
   Olhei abismada para ela. Eu na acreditava no que tinha escutado.
- Lucy, Nicolas, será que eu poderia falar com ela, por favor? – pedi sem olhá-los.
- Estaremos lá fora – ele disse.
- Tchau Nick – Nathália sorriu.
  Encarei Nathália por alguns segundos depois deles terem saído.
- O que foi? – ela perguntou confusa.
- Você está bem?
- Por que está perguntando?
- Pensei que fosse reagir de outra maneira ao conhecer seu pai.
- Pensou que eu ia fazer um espetáculo?
- Sinceramente, sim. Mas nem ao menos você brigou com Lucy e agora a pouco você falou que Nicolas deveria ter ficado na nossa casa. Eu não entendo – balancei a cabeça.
- Sammy, ele não sabia que tinha uma filha. Não posso culpá-lo e quanto a Lucy, acho que já deu o que tinha que dar. Eu quase morri por odiá-la. Sempre defendi que todos precisam de uma segunda chance, mas olha o que fiz. Eu queria matá-la e quem quase morreu foi eu. Quando acordei, Lucy segurava minha mão e disse que me amava. Vou lhe dar uma segunda chance. E mesmo que o machucado nunca sare, a dor será bem menor – ele deu de ombros.
- Que bom que pensa assim. Mas Nathália, papai deve estar sofrendo ao te ver tão encantada com o Nicolas. Você imagina o quanto seria doloroso para o nosso pai ver Nicolas todos os dias debaixo do mesmo teto? Nathália, o papai te ama tanto... – baixei a cabeça. Ela colocou a palma da mão em meu rosto e voltei a olhá-la. Ela baixou a mão, colocando-a no colo.
- Sammy - ela sorriu levemente – Rudolf Brandow será sempre meu pai. Nicolas não vai ter nem um terço do amor que sinto pelo papai. Quero ter o Nick por perto, mas nunca o verei como meu pai. É como se ele fosse um tio, como se fosse o irmão do papai. Sammy, posso ter o DNA dele, mas isso não muda nada. Só tenho um pai e foi esse que mesmo estando aos pedaços, teve a garra de lutar contra ele mesmo pra poder sorrir pra mim, quando ele precisava chorar. Quem sou hoje devo ao homem cujo nome carrego. Só ele, pra sempre – havia lágrimas em seus olhos quando acabou de falar. Sorri por saber que em nada mudara seu sentimento. A abracei forte.Nosso pai era o mesmo.
- Obrigado – ouvi papai falar ao nosso lado. Nos afastamos e olhamos para ele.
- Pai, como você é tolo – Nathália sorriu enquanto passava as mãos no rosto – Você sempre será meu único pai – ela o abraçou.
- Eu amo vocês – ele disse.
 John disse que Nathália receberia alta na manhã do dia seguinte e nos aconselhou a não ficar o tempo todo com ela, pois precisava de descanso. Acabamos almoçando no hospital. Nicolas e Lucy não continham a alegria, assim como papai que volta e meia sorria. À tarde, passei no quarto de Nathália para dar um beijo nela antes de ir para casa.
  Quando estava no estacionamento, procurei pelo carro do meu pai, mas ele já tinha ido embora. Andei até o meu – pegando as chaves no bolso do casaco – e vi Arthur encostado na porta.
- Oi – dei um beijo leve nele.
- Vai amanhã para aula? – ele abraçou minha cintura.
- Sim, por quê?
- Achei que fosse ficar com Nathália.
- Não, vou esperar ela chegar e vou para o colégio – afastei uma mecha de seu cabelo do rosto.
- Posso te levar?
- Pode – dei de ombros – Obrigada por ter me mantido de pé todo esse tempo.
- Sempre estarei com você – ele segurou meu rosto com as duas mãos, seus olhos azuis fervendo nos meus.
- Seu eu não fosse sua missão, teria se aproximado de mim? – perguntei insegura.
- Eu teria me aproximado sobre qualquer circunstância e nas piores suposições, ainda assim me apaixonaria por você. E em cada uma delas da mesma forma, com a mesma intensidade – sua voz era aveludada e ao terminar, seus lábios se distorceram em um sorriso travesso.
  Seu rosto se aproximou do meu e ele beijou minha bochecha. Fechei os olhos e senti uma leve pressão em meus lábios. Arthur liberou uma das mãos, colocando-a em minha cintura, enquanto a outra deslizava por meu pescoço até chegar a minha nuca. Minhas mãos percorreram seus braços, até estacionarem em seu cabelo, meus dedos emaranhando-se nos fios dourados. Senti a ponta de sua língua pressionando de leve meu abio inferior, a mão colocada em minha cintura puxando-me para mais perto dele.
- Acho que devemos parar por aqui – sua voz era quase um sussurro.
- Sim – respondi sem fôlego. Ele semicerrou os olhos.
- Até amanhã – disse ele, suas mãos me libertando. Soltei os dedos de seu cabelo, minhas mãos escorrendo por seu peito.
- Até – sorri e fiquei na ponta dos pés para lhe dar um beijo rápido. Ele segurou minha cintura com as duas mãos e me apertou contra ele.
- Você não deveria abusar tanto assim – ele disse olhando para minha boca por alguns segundos e se afastou alguns centímetros – Te vejo amanhã – ele sorriu torto e piscou, virando-se em direção ao Jaguar.
  Ao entrar em casa vi uma mala grande na sala.
- Que mala é essa? – perguntei para meu pai, que estava no sofá assistindo um filme policial.
- É da Lucy – ele respondeu sem se virar. Sua voz era monótona. Levantei as sobrancelhas e andei até o quarto dela, entrando sem bater.
- Vai embora? – perguntei ao ver várias roupas em cima da cama. Lucy estava pegando umas coisas no guarda roupas e ao me ouvir, virou.
- Vou Sammy.
- De novo?
- Sammy – ela veio até mim – Não tem cabimento eu ficar aqui. Consegui o perdão de vocês, era o que faltava para que eu pudesse viver em paz. Mas meu casamento acabou, tanto da minha parte com da de Rudolf. Terminou no dia em que conheci Nicolas – olhei para cima para tentar conter as lágrimas – Minha menina, sempre serão minhas filhas, mas não posso resgatar o que está enterrado. Vou para Dallas e farei uma nova vida lá, ao lado do homem que realmente amo.
- E Nathália? Não vai nem dizer adeus?
- Esperarei ela chegar. Nicolas já se ausentou muito do trabalho.
- Nós vamos poder ir te visitar?
- Sempre que quiserem. O endereço está com o pai de vocês. Não fica longe de onde morávamos.
- Vou sentir sua falta.
- Eu também.
- Posso e dar um abraço? – perguntei tímida.
- Claro que pode – ela sorriu.
  Daquele dia em diante, eu tinha uma mãe para me acolher e tirar o peso de minhas costas quando necessário.
  Voltei para a sala e sentei ao lado de papai. Ele continuou vendo TV. Olhei para o filme que passava e cruzei os braços.
- Você deveria perdoar Lucy. Mas perdoar de coração. Ela foi honesta conosco. Ela não pode ficar aqui, se isso vai fazê-la infeliz. Lucy te amou, mas isso não quer dizer que você é o verdadeiro amor dela, assim como ela não é o seu. Pensa nisso. Foi melhor pra todos nós – levantei e fui para meu quarto.
  Acordei para o primeiro dia de aula completamente disposta. Olhei para o relógio – surpresa por não tê-lo escutado despertar – e vi que ainda faltavam dez minutos para o horário. Desliguei antes que ele começasse a berrar pelo quarto. Quando terminei de me arrumar e desci, vi as malas de Lucy e ela terminando de tomar café na cozinha.
- Bom dia Lucy – Ari aporta da geladeira, pegando a garrafa de leite.
- Bom dia.
- Onde está papai?
- Foi buscar Nathália.
- De que horas você vai? – perguntei abrindo o armário para pegar um copo.
- Depois que ela chegar.
- Nicolas está vindo com eles?
- Sim – ela levantou – Não vai para o colégio?
- Vou esperar Nathália.
  Não muito tempo depois, ouvi o barulho do motor na entrada de carros. Lucy e eu fomos para a varanda, onde Nathália andava abraçada com papai, Nicolas e Arthur os acompanhavam.
- Seja bem vinda – dei um beijo em sua bochecha e me afastei.
- Oi Sammy – ela sorriu – Oi Lucy – Nathália foi falar com ela.
- Bom dia Sammy – Arthur se aproximou de mim.
- Bom dia – sorri.
- Vamos entrar? – papai chamou da porta.
- Na verdade pai, já estou atrasada. Só fiquei pra ver Nathália. Lucy – olhei para ela – Boa viagem, seja muito feliz – sorri e lhe abracei.
- Obrigada Sammy, você também – ela se afastou – Cuide bem de minha Sammy, Arthur – ela sorriu.
- Pode deixar – ele olhou pra mim e sorriu.
- Nicolas?
- Sim?
- Faça minha mãe feliz – sorri.
- Sim senhora – ele riu.
  Arthur pegou em minha mão e fomos para o carro.
- Você está feliz – Arthur comentou ao entrar no carro.
- É bom saber que tudo está voltando ao normal.
- Preparada para o primeiro dia de aula? – ele me olhou travesso.
- Totalmente – me uni ao seu estado de espírito.
  Ao chegarmos à escola, parecia que todos tinham saído de casa no mesmo e minuto e chegado também nele.
- Podíamos voar até o colégio, não? Olha o tamanho dessa fila pra entrara no estacionamento.
- Sou anjo, não estivador. Sabe quanto pesa um carro blindado? Tirando você e sua mochila.
- Você está insinuando que o peso de seu carro é insignificante quando comparado ao meu?
- Que é isso – ele segurou uma risada.
- Engraçadinho você. Até demais – fingi ter ficado com raiva.
- Sammy! – Anita chamou ao me ver indo para o carro de Bryan, do outro lado do estacionamento.
- Oi – a abracei – Como foram as férias?
- Ótimas! Passei a maior parte delas na casa de praia.
- Estou vendo, você está bronzeada. Beatriz, Bianca! – sorri ao vê-las.
- Oi Sammy! – elas disseram.
- Cunhadinha – Bryan gritou e me abraçou, me tirando do chão e girando.
- Oi Bryan – disse sem fôlego.
- Olá Sammy! – Ashley cumprimentou atrás de Bryan. Pelo ombro dele, pude vê-la ao lado de Melissa e sorri para as duas.
- Bryan, ainda preciso de oxigênio – disse sufocada.
- Ah, desculpe – ele me colocou no chão com um sorriso cheio de covinhas.
- Tudo bem – desviei dele e olhei para Ashley.
- Vem cá – ela estendeu os braços e sorri, indo para ela. Seu abraço pareceu o de um gato em comparação ao aperto de King Kong de Bryan.
- Como vai Sammy? – Melissa perguntou.
- Bem e você?
- Bem, também.
- Onde estão os garotos? – Anita perguntou.
- Bernard e Miguel vão chegar atrasados. Eles chegaram de madrugada – Beatriz disse.
- E como você sabe? – Sophia perguntou chegando com Myllena.
- Por que estou namorando o Bernard – ela respondeu.
- Tá namorando! Tá namorando!... – começamos a dizer enquanto ela corava e pedia pra parar.
- Oi Sammy – alguém disse me meu ouvido e virei.
- Richard! – pulei em seu pescoço, fazendo-o ir um passo para trás.
- UOL! – ele disse e abraçando – Tava com saudade einh? Como vai?
- Muita! – me afastei – Bem e você?
- Bem e Nathália? – ele perguntou ajeitando uma mecha de meu cabelo.
- Voltou hoje pra casa.
- Que bom! – ele sorriu.
- Oi Rick! – Myllena chegou perto.
- Oi Myllena – ele lhe deu um beijo rápido.
- Sammy? – Sophia chamou e vire.
- Oi – sorri e a abracei.
- Já estou sabendo – ela disse ao se afastar.
- Sabendo de quê?
- Arthur pintou um quadro pra você. Ash tá contando pra todo mundo.
- Ah. Sophia é realmente lindo.
- Ele fez um quadro pra você? – Richard perguntou indo para o lado de Sophia.
- Sim – respondi. Ele levantou as sobrancelhas e foi para perto dos outros, Myllena logo atrás.
- Esse menino tem algum problema. Precisa urgentemente de um tratamento de choque e nos 220 volts – ela arregalou os olhos.
- Você me dá medo. Talvez você precise de terapia intensiva.
 O quê? Me poupe Sammy – ela parou – Você acha mesmo?
  Olhei para ela e comecei a rir, indo para o lado de Arthur, que abraçou minha cintura.
  Após um longo discurso de boas vindas do diretor Davis, fomos para nossas respectivas salas. O dia passou extremamente rápido. Durante as aulas, os professores tiveram muito trabalho para controlar a turma, que com o reinício das aulas, contavam suas experiências de verão. Por todas as partes viam-se rostos bronzeados e sorrisos. Ao chegarmos ao refeitório no horário de almoço, Sra. Holmes nos recebeu na porta, assim como todos os alunos.
- O que será que ela quer? – perguntei ao lado de Ashley.
- Não sei. Olha, os outros estão ali – ela apontou. Andamos até nossa mesa sempre lotada e como de costume, sentei ao lado de Arthur e Sophia.
- Bom dia a todos – Sra. Holmes começou quando o refeitório estava praticamente cheio – Sejam bem vindos! Gostaria de dizer-lhes que o Sr. Davis, juntamente com toda a equipe, decidiu quem em parabenização as ótimas notas de vocês, teremos o baile de alunos antecipado – assobios e gritos de animação encheram o refeitório – Calma, calma. Vocês tem até o final do mês para se prepararem. Quem quiser, poderá ir nasecretaria e dar sugestões sobre decoração e música da festa. E o principal: Antes que perguntem, o traje será de gala. Se preparem, no primeiro sábado de Outubro teremos o nosso baile de alunos – ela sorriu – Tenham um bom dia.
- Adorei! – Ashley sorriu.
- Você adora todo tipo de festa, Ash – Melissa disse com um sorriso gentil.
- Com licença? – Joe, um garoto do último ano disse ao lado de Ashley. Ele já a estava olhando fazia um tempo.
- Olá Joe – ela sorriu.
- Oi. Ashley, posso te levar ao baile?
  Ashley nos olhou e acenamos com a cabeça.
- Hãã... Claro – ela sorriu timidamente.
- Ok. Até mais – ele sorriu torto e deu um beijo na bochecha dela, deixando-o vermelha.
- Ashley, Ashley – Sophia brincou.
- Parem – ela baixou a cabeça envergonhada.
- Nem vou poder ir – Anita disse.
- Por que não? – Bianca perguntou.
- Meus pais terão que sair e vou ficar cuidando de meus irmãos.
- Gostaria de ser meu par no baile? – Arthur perguntou em meu ouvido.
- Sim – respondi olhando seus olhos.
  O tempo parecia estar numa olimpíada e – ao que pareceram dias e não semanas – logo o colégio estava decorado. O tema escolhido foi baralho e para onde se olhasse, se via símbolos das cartas. A sexta feira foi o dia mais movimentado de todos. O diretor não quis liberar mais cedo, então assim que larguei da aula tive que dirigir quase acima do limite da velocidade para pegar meu vestido com a mãe da Sophia – que mesmo não sendo costureira – fazia vestidos magníficos. Cheguei em casa cheia de pacotes. Em uma mão o vestido em uma capa preta – pra que ninguém visse – na outra a pizza que eu havia comprado no caminho, junto com a coca e os cupcakes. Coloquei a comida em cima da mesa, o refrigerante na geladeira e subi para meu quarto.
  Pendurei o vestido no cabide, deixando meu salto cinza cheio de tiras até o tornozelo debaixo do vestido. Fui na caixa de jóias e peguei meu brinco – uma pedra de strass -  deixando-o perto do colar que Arthur havia me dado.
  Após deixar tudo arrumado para o dia seguinte, tomei banho. Tomei café e assisti um filme com papai e Nathália. Era quase meia noite quando fui dormir com medo de amanhecer com olheiras. Praticamente desabei na cama e quando vi, já era o dia seguinte.
  Ashley disse que faria minha maquiagem e cabelo, mas desta vez não aceitei sua ajuda. Pela manhã lavei meu cabelo e hidratei, depois passei no corpo um hidratante – que Nathália jurava e insistia veementemente que me deixaria com pele de pérola. Fiquei toda melecada por uma hora, mas ao ver o resultado tive que concordar com ela.
  À tarde entrei no computador e baixei algumas músicas pro Iphone, aproveitando para ver alguns penteados, mas desisti ao ver que todos eram sofisticados demais. Desci para fazer o jantar e coloquei o Iphone em cima da mesa, dando play na lista de reprodução.
  Nathália decidiu me ajudar a cozinhar e quando menos esperei a comida estava pronta. Assim que o sol começou a se pôr, tomei banho e passei novamente o creme de Nathália – dessa vez tirando-o em cinco minutos. Saí do banheiro enrolada numa toalha e fui para o quarto. Peguei meu cabelo e fiz um coque, prendendo-o com algo parecido com um broche que se emaranhava pelos fios. Desfiei algumas mechas, tanto na frente como atrás, deixando meio desarrumado. Depois fiz a maquiagem, destacando os olhos.
  Peguei o vestido com enorme cuidado e coloquei em meu corpo. Ele era azul celeste e tomara que caia em forma de coração que se alongava um pouco. Era justo até um pouco acima do umbigo e soltava, a saia esvoaçante.
  Cuidadosamente, calcei o salto. Por fim, coloquei o colar e os brincos.
- Sammy? – papai chamou enquanto eu prendia o colar.
- Oi!
- Arthur chegou!
  Olhei as pedras de safira cintilando no espelho, junto com o pingente de anjo sentado no ar e imaginei como ele estaria.
  Segurei no corrimão, descendo lentamente degrau por degrau. Ao me sentir mais segura, levantei o rosto – que antes estavam em meus pés – e meus olhos encontraram o rosto fascinado de Arthur. Por um segundo me faltou ar. Ele vestia um smoking cuja lapela parecia revestida de seda. Seu cabelo não estava desgrenhado como de costume, mas ainda podia ver alguns fios propositadamente fora do lugar. Seus olhos azuis brilhavam e um sorriso se espalhou por seu rosto ao me ver com o colar.
  Arthur segurou minha mão para que eu descesse o último degrau e sorri ao olhá-lo de perto.
- O que achou?
- Ainda não inventaram um adjetivo que pudesse quantificar o quão bonita você está hoje – ele parecia sem fôlego.
- Obrigada – sorri.
- Você está linda Sammy – papai disse vindo para o nosso lado.
- Obrigada pai.
- Linda – Nathália disse.
- Ok, está bom por hoje. Não temos que ir? – olhei para Arthur.
- Vamos – ele sorriu.
- Você está muito bonito de smoking – disse no carro. Ele olhou para mim e sorriu.
- Obrigado.
  Ainda não tinha visto a decoração completa e alguns metros antes da entrada, vi fitas vermelhas com os símbolos pendurados na ponta. No estacionamento estandartes com a rainha e rei de copas nos recebiam, todos eles fazendo um largo corredor que nos conduzia ao pátio.
- O que foi? – ele perguntou quando abriu a porta para mim e eu o estava encarando.
- Você parece um príncipe – disse saindo.
- Então seja minha princesa por uma noite. Concede-me a honra de dançar uma canção com você? – ele se curvou e estendeu a mão. Sorri e a segurei.
- Pode ter quantas danças quiser – o cumprimentei como antigamente se fazia.
  Andamos até o pátio, onde tinham colocado um tapete vermelho com cartas coladas. As portas do refeitório estavam abertas e pude ver que algumas mesas tinham sido retiradas e outras afastadas e decoradas. Assim que entrei vi os Mason com meus amigos, mas eles chamavam atenção. Ashley estava com um vestido preto, cujo decote ia até um pouco acima do umbigo, deixando a parte de baixo um pouco solta. Melissa usava um vestido vermelho, era inevitável olhar para ela e não deixar o queixo cair. Seu vestido era tomara que caia, com um decote em suave forma de coração e uma fenda que ia de um pouco abaixo da metade da coxa até o chão. Seus cabelos loiros estavam presos em um rabo de cavalo baixo de lado, a frente totalmente solta, inteiramente diferente do cabelo solto e ondulado de Ashley. Bryan estava extremamente elegante – tanto quanto Arthur – e a combinação de seu rosto de criança com o terno era no mínimo interessante.
  Estávamos com nossos amigos quando começou uma música lenta e Arthur me tirou para dançar, deixando Ryan – um amigo de Joe que havia convidado Melissa e que não parava de olhar pra ela – falando sozinho.
- Arthur, você o deixou no vácuo.
- Ele não vai se importar, seus olhos estão completamente na Melissa – ele sorriu – E eu queria dançar com você.
  Dançamos quatro ou cinco músicas durante toda a noite, pelo menos nós dois juntos. Por volta da meia noite – enquanto estávamos numa roda conversando – Arthur acenou com a cabeça para a saída do refeitório e o acompanhei.
- O que foi? – perguntei do lado de fora.
- Queria ficar um pouco só com você – ele sussurrou e colocou a mão em meu rosto – Feche os olhos.
- Pra quê?
- Confie em mim.
  O fitei desconfiada por alguns segundos e obedeci. O ouvi se distanciar e após um impulso nervoso voltar. Ele segurou minha mão.
- Pode abrir – ele estava com uma rosa branca no bolso do paletó.
- Você está parecendo um noivo.
- A noiva eu já tenho – ele sorriu travesso e pegou a rosa.
- Isso não é um pedido de casamento, não é? – perguntei tentando disfarçar o nó em minha garganta.
- Não. Não preciso de casamento pra me ligar a você. E se um casamento é uma ligação, já estou bem ligado, não acha? – ele tirou o colar de dentro da camisa e mostrou os pingentes. Sorri aliviada. Ele beijou a rosa e me deu – Um dia vamos nos casar. Quero ver você como a noiva mais linda – ele sorriu.
  Ao fundo uma música que eu conhecia começou a tocar.
- Me concede esta dança? – ele estendeu a mão.
- Você também é minha única exceção – murmurei me referindo a música.
- Eu te amo Samantha Brandow – ele disse com a voz ardente.    
  Era a primeira vez que ele dizia isso. Meu coração parou de bater por um segundo.
- Obrigada – sussurrei com o rosto recostado em seu peito.
- Pelo quê?
- Por dizer que me ama e por realmente me amar.
  Arthur me afastou um pouco – o necessário para ver meu rosto – e quando nossos olhos se encontraram, nos dele parecia conter um turbilhão de emoções.
- Eu amo você – ele sorriu – Muito. Mais do que pode imaginar – ele segurou meu rosto com as duas mãos e se aproximou até nossos lábios se tocarem.
  Faltava pouco menos de meia hora para o sol nascer, quando nos despedimos de todos. Os Mason foram extremamente calorosos ao se despedirem de mim e tive que lembrá-los que nos veríamos na segunda feira.
  Enquanto Arthur me levava para casa, notei que ele parecia um tanto nervoso. Ele apertava o volante, os nós dos dedos transparecendo na pele.
- Está tudo bem? – perguntei quando cansei do silêncio e vi que estávamos em velocidade normal.
- Só queria que aquele baile nunca acabasse, que esta noite não amanhecesse – ele murmurou sem me olhar.
- É só isso? – perguntei com um frio na barriga.
- Sim – pensei ter escutado sua voz falhar, mas devia ter sido só impressão.
  Ao chegarmos em minha casa, Arthur me levou até  a varanda, mas quando fui abrir a porta – que meu pai não havia trancado – Arthur pegou meu braço, me girou para ficar de frente para ele e tomou meu corpo nos braços.
  Esse beijo era diferente dos outros, havia urgência demais nele e em pouco tempo eu estava sem fôlego. Coloquei minhas mãos em seu peito e o afastei, vendo que não era só eu quem estava com falta de ar. Quando parei de ofegar, abri a boca para perguntar o que estava acontecendo, mas Arthur puxou meu rosto para o seu ao ver meus olhos. Ele me beijou novamente – dessa vez mais delicadamente. Sua boca parecia abraçar a minha e quando nos afastamos, ele aninhou meu corpo em um abraço. Após um minuto ele me afastou um pouco e segurou meu rosto.
- Nunca esqueça que eu amo você – seu rosto era intenso – Sammy você é, para sempre, meu verdadeiro e único amor. Por toda a vida, entende?
- Sim – sussurrei. Ele soltou meu rosto e pegou no bolso interno do paletó o que parecia ser uma carta.
- Só leia ao amanhecer. Quando o sol tiver nascido totalmente, está bem? – ele me entregou o envelope – Agora preciso ir – a expressão em seu rosto era indecifrável – Eu te amo – ele me beijou não tão rapidamente e se afastou, a mão que estava em meu rosto deslizando por ele lentamente. Apoiei por um segundo a bochecha em sua palma. Arthur sorriu levemente e andou até o Jaguar. Antes de ligar o motor ele me encarou um instante e arrancou com o carro. Segundos depois tudo havia se tornado uma lembrança extremamente nítida.
  Sentei na cadeira longa de madeira – que na verdade era um balanço preso ao teto -, tirei as sandálias e fitei o envelope por alguns segundos. Decidi que se eu lesse agora ou mais tarde não faria diferença nenhuma, em menos de dez minutos o sol nasceria. Tamborilei duas vezes meus dedos sobre o envelope e o abri.

Sammy;

  Tudo o que vivi com você foi único e sempre estará em meu coração e em minha mente, mas chegou  a hora de partir. Não queria te dizer adeus, daria o que fosse preciso para ficar, mas é necessário. Desde o começo errei com você. Eu sabia que em alguma hora teria que partir, ainda assim me deixei levar pelo coração. Mas não me arrependo, porque você me mostrou um motivo para viver, o motivo que eu tenho é poder te levar comigo pra onde quer que eu vá. O que me faz seguir em frente é saber que você nunca desaparecerá de dentro de mim, pois sei que o que me manterá de pé pelo resto da vida é saber que me lembrarei de você todos os minutos. Saiba que de hoje em diante todos os meus batimentos chamarão seu nome, em tudo o que eu fizer você estará presente.
  Só peço que se lembre de mim, nem que essas lembranças venham raras vezes, porque onde eu estiver você fará parte dos meus pensamentos.
  Meu coração sempre será seu, eu te amo. Se um dia não mais se recordar de mim, ao menos se lembre disso e onde quer que eu esteja sentirei seu amor.
  Desejo que seja feliz. Você encontrará alguém que tenha liberdade para te amar como eu nunca poderei.
  E mesmo que o para sempre não exista, seguirei te amando mesmo assim, continuarei com seu sorriso nítido em minha memória.
  Você é meu anjo.

                                                                                   Minha missão é te amar;
                                                                                              Arthur Mason.

Eles se foram. Não sei como, mas eles partiram. Partiram porque acabou sua missão aqui. Estou com minha família reconstruída, o que era o objetivo desde o começo. O único erro cometido foi o coração ter sido inundado pelas águas profundas do amor. Mas sei que onde Arthur estiver, meu coração estará com ele.

  Eu não conseguia respirar. Um meteoro parecia ter entrado em meu peito e feito um estrago incomparável.
  Senti minha vida esvaindo-se em cada expiração, minhas forças diminuindo consideravelmente em cada batida de coração. Meu corpo estava gelado e de repente uma lufada de vento frio quase me congelou. Eu não tinha força nem ao menos
para soluçar ou piscar. As lágrimas caiam de meus olhos e logo outras tomavam seu lugar. Por fim – quase desmaiando – levantei da cadeira e desci da varanda, indo para a rua, seguindo o caminho que ele havia feito... pela última vez. Nunca mais o veria.
  Levar esse choque de realidade me incitou a rastejar mais rápido, procurando por alguém que não estava ali. Que nunca mais estaria.
  O sol não apareceu. Ao invés dele, nuvens carregadas fecharam o céu, bloqueando todos os raios solares. O frio estava aumentando, mas meu corpo parecia queimar e congelar ao mesmo tempo. Eu o tinha visto pela última vez há tão pouco tempo!
  Eu estava inteira minutos atrás.



 “Às vezes Deus nos prova pra saber se realmente temos fé na existência dele e em seu poder. Mas quando essa prova é muito difícil, ele nos manda anjos, que nos ajudam a atravessar obstáculos e depois os leva para que eles fiquem sempre marcados em nossos corações como uma parte boa de uma fase tão ruim.
Um mais que os outros.”


 Um Romance de:

~CONTINUA~

7 Comentários

  1. nossa que triste, não acredito que ele foi embora. estou super curiosa o que vai acontecer agora?

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  2. Oi Raíssa, ela escreve muito bem, conseguiu me envolver e me deixar curiosa com a continuação.
    Bjs, Rose.

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  3. to amando... Cassia Mariana vc escreve muito bem... estou ansiosa para ler mais

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  4. adorei!!! muito legal essa parte do conto

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  5. ahh cassia está cada vez melhor kkk

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