♥ Identidade Roubada ♥ - Ed:  - Arqueiro
Era para ser um dia como outro qualquer na vida de Annie O’Sullivan. A corretora de imóveis levanta da cama com três objetivos: vender uma casa, fazer as pazes com a mãe e não se atrasar para o jantar com o namorado. Naquele domingo, aparecem poucas pessoas interessadas em visitar o imóvel. Quando Annie está prestes a ir embora, uma van estaciona diante da casa e um homem sorridente vem em sua direção. A corretora tem certeza de que será seu dia de sorte. Mas o inferno está apenas começando. Sequestrada por um psicopata, Annie fica presa durante um ano inteiro em um chalé nas montanhas, onde vive um pesadelo que deixará marcas profundas.
Identidade Roubada

Li bem pouco sobre esse livro em outros blogs, na verdade li apenas uma resenha dele, não me lembro mais onde, e acabei comprando pois a temática descrita me era interessante. Ele não está a muito tempo na minha estante e sempre que me deitava na cama ficava observando a lombada dele na estante em frente, mas sempre deixava a leitura para depois.

Esse final de semana após ter conversado com uma prima minha que é psicóloga decidi dar uma olhada nele, pois achei que o livro pudesse ser do agrado dela e quem sabe eu poderia indicá-lo a ela. Então o peguei para ler e simplesmente não consegui largar mais.

O livro é escrito em primeira pessoa, como se nós, leitores, fossemos a terapeuta de Annie O'Sullivan. Você deve estar se perguntando quem é Annie O' Sullivan e eu vou lhe explicar quem é. O livro é dividido em 26 (vinte e seis) sessões de terapia, onde Annie conta como foram seus dias em cárcere ao lado de um Maníaco.

Após um ano em cárcere Annie, consegue escapar de seu sequestrador e não é nada fácil para ela voltar a vida que tinha antes, pois ela já não é mais a Annie de antes. Sequestrada, ferida e fragilizada a última coisa que ela quer é o sentimento de pena que as pessoas a sua volta insistem em manter. É difícil para ela lidar com todos os seus problemas e ainda ter de lidar com a pena e as perguntas das pessoas a sua volta não lhe agrada em nada e ela acaba se afastando de todos.

Ela sabe que nunca voltará a ser como antes, mas precisa tentar ser melhor do que é no presente e decide procurar uma terapeuta e revelar a ela todos os monstros que assombram a sua vida e é assim que começa a história de Annie O'Sullivan, uma jovem agente imobiliária, que leva uma vida normal, com o emprego dos sonhos, um namorado gentil, um cãozinho companheiro.

E como em qualquer outro dia ela foi para seu plantão de vendas num domingo de sol, sem saber que aquele seria o dia da maior tormenta de sua vida. Annie estava para encerrar o dia de plantão quando uma van marrom para logo atrás de seu carro e um simpático homem a aborda mostrando interesse na casa que está vendendo. Sem nenhum indício de que ele poderia ser um psicopata ela o leva para o interior da casa e lá começa toda a sua tragédia. Ela é abordada, ameaçada com uma arma e levada para um lugar desconhecido. Drogada e sem saber o motivo do sequestro, ela tenta negociar com o Maníaco, mas em nada adianta, ele era louco, não havia feito aquilo por causa de dinheiro. Ele queria Annie, mas pra que e porque 'ela'?

Annie não está disposta a cooperar, mas os dias vão passando entre regras rígidas e espancamentos. Até que começam os estupros diários. Os dias viram semanas, semanas se tornam meses e Annie já não tem mais esperanças de ser encontrada. Grávida de seu algoz, ela já não tem mais opções a não ser obedecer o homem e tentar fingir que aceitava fazer parte daquela 'família perfeita' que ele havia formado, alegando ter libertado a todos eles do mundo fútil e consumista.

Inicialmente Annie não quer o filho que está gerando, mas quando sente os primeiros movimentos do bebê, ela vê na criança a esperança de que sua situação ali, naquela montanha, pudesse se tornar suportável. Neste momento você deve estar se perguntando como ela consegue escapar desse homem doente, mas não serei eu a revelar essa parte.

Enquanto Annie vai narrando seu sofrimento, ela vai revelando alguns pontos de melhora, ela volta se encontrar com Luke, o namorado gentil que ela não queria mais (ela podia me dar ele). Até mesmo consegue fazer as pazes com a mãe e com sua melhor amiga, Cristina. Para Annie sua vida se resumi a uma grande merda após essa experiencia. Ela teme ser feliz e estar assim, maculando a memória da filha perdida.

O livro gira em torno da trágica experiencia vivida por Annie, mas não é na tragédia que prende você na leitura. Quando você vê está torcendo para que ela melhore, para que ela consiga superar parte das suas dores. Em certas partes eu cheguei até sentir pena no Maníaco, confesso, pois ele tinha muitos traumas também, mas nada que justificasse o que ele fizera a Annie e a filha de ambos. Ele era completamente louco.

Depois da decima quinta sessão eu já estava torcendo para que Annie desse uma chance ao Luke, o cara também sofreu por ela, mas aí ela ponhe na cabeça que ele demorou pra chamar a polícia e blábláblá... Annie fica simplesmente paranóica após o sequestro, mas felizmente a terapeuta consegue ajudar ela nisso.

Simplesmente amei o livro. Todo o desenrolar é interessante e quando vi já tinha acabado de ler o livro. Este final de semana eu bati um record, há muito não batido por mim. consegui ler 2 livros em 3 dias... rsrs. Estou orgulhosa de mim...

Recomendo o livro para aqueles que curtem um bom drama e que não tem medo de encarar a realidade. O livro é recheado de termos psicológicos, transtornos, bipolaridade e etc.o que torna o livro muito interessante para os estudantes de psicologia, pois podem eles mesmos avaliarem a situação e a conduta do sequestrador, assim como os traumas de Annie. Como eu estou longe de ser estudante de psicologia, estou ainda mais longe de dizer com precisão a analise piscologica do Maniáco. Sendo assim, só posso te convidar a descobrir o mistério que é Annie O' Sullivan lendo esse livro e tenho certeza que você não vai se arrepender, o final é simplesmente... Surpreendente! 

book cover of 

Still Missing

8 Comentários

  1. Por mais que o cara tenha sofrido, acho difícil eu sentir aolguma coisa por ele. Este livro eu ainda não li, mas me intressa desde seu lançamento.
    Bjs, Rose.

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  2. Eu li esse livro em um dia e realmente vc nao consegue largar. Ainda nao acredito que isso poderia acontecer com qlr um da forma como foi planejado,enfim tem doido pra tudo.quem sequestou e quem mandou sequestrar. eu nao gostei da filha dela ter morrido,mas acredito que na realidade seria a mesma oisa,a bebe morrendo no caso. adorei tbmmm.

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  3. Eu recomendo tbm os livros do John Verdon sao muito bons e tem uma otima carga psicologica tbm.os 2 livros sao longos entre 500 e 600pg,mas vale a pena.

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  4. Adoro quando você coloca as capas originais... Sua resenha me deixou com medo... mas um medo bom, o livro parece intenso e daquele tipo que você não abandona e acho que este tipo de leitura é sempre bem vinda não é? A capa brasileira é bem bonita!!! Quero ler!!

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  5. [...] ''onde Annie conta como foram seus dias em cárcere ao lado de um Maníaco." Jé é motivo suficiente pra eu ler rsrs, AMO livros com essa temática, fiquei curiosa pra ler esse.

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  6. Livros assim, abordando assuntos interessantes como um homem desses que para muitos é um psicopata e uma mulher que vive em um cárcere .. sério esse livro me lembra um, não pela snopse nem nada mais pela afobação que fiquei ao querer ler, parabéns! vou ver se acho ele aqui agora...

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  7. Comecei a ler a resenha do livro e achei que fosse mais um exemplar dos irmãos Sullivans, da Bella Andre!!! Hahahahaha...
    Pulando essa parte, que incrível!!! Nossa, to perplexa com a estória!!! Isso foi baseado em histórias reais??!! Senti aflição só de ler a resenha!
    Anotei o nome e vou comprar agora mesmo!! Incrível!!

    =O

    Beijos
    soueupri.blogspot.com.br

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  8. Eita... Os Sullivans? :O Choquei... o livro não é baseado em fatos reais, mas só de imaginar que algo assim pode realmente acontecer ou ter acontecido chega dar um calafrio. O livro é maravilhoso, não me arrependi em nada por tê-lo comprado. É realmente muito bom.

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