É já deu pra sentir que meu carnaval foi bem espiritualizado não? Mas confesso que fugi desse filme às léguas desde que minha mãe surgiu com ele aqui em casa. Não porque eu não goste, mas simplesmente porque estou numa fase 'saco cheio com filmes'.

Esse talvez tenha sido o filme mais religioso que eu tenha assistido. Sem meio termo é o tipo de filme que indicaria para líderes religiosos e membros de suas congregações, sejam elas de qualquer credo ou denominação. 

Acho que realmente muitas igrejas pecam em não apoiar projetos como os retratados no filme que aliás é baseado em uma história de real de superação e amor ao próximo.

Hannah é uma mulher amarga e arredia. Foi presa por culpa de um namorado trambiqueiro que tinha e na cadeia tem seu primeiro contato com Marta, filha do antigo pastor da Primeira Igreja Batista da cidade.  Hannah não quer saber de Deus ou de seus servos ou qualquer coisa ligada a religião. 

Ela só quer sair da cadeia e sair da vida de drogas e prostituição em que vive. Nesse ínterim Marta e o atual pastor da igreja que um dia esteve sob o ministério de seu pai decidem abrir um centro de reabilitação para mulheres. A ideia não é aceita pelos diáconos da igreja e nem todos os membros acham aceitável ter dentro de sua igreja pessoas com a índole das moças que seriam abrigadas por eles.

Milagrosamente o pastor consegue tudo para abrir o centro. Uma fiel de sua igreja lhe doa a casa e dinheiro suficiente para que eles reformassem o local e pagassem os salários dos funcionários durante um ano, mas os membros não estão satisfeitos com o trabalho e fazem de tudo para encerrá-lo.

Hannah saí da cadeia e decide tentar a vida de uma forma mais honesta, mas nada parece dar certo para ela. Sua ficha na delegacia a impede de arrumar qualquer trabalho que queira e sem mais para onde ir ela tenta o suicídio. Reabilitada da tentativa de suicídio ela é encaminhada para o Centro de Reabilitação da igreja batista e lá conhece outras mulheres com vários problemas.

Ela nunca havia ido na igreja e um dos termos era participar dos cultos assim como as reuniões entre as moradoras da casa e Marta. Com seu histórico de abuso sexual ela se mantém afastada, mas as reuniões com as outras moças e a necessidade de não se sentir culpada a leva a se abrir e aceitar a Jesus.

Mas as coisas não vão bem quanto a permanência do centro e apenas quando os membros notarem que precisam acolher pessoas assim para que elas tenham uma nova chance e uma nova vida é que o trabalho poderá continuar.

Eu vi muito da minha igreja nesse filme. Membros acomodados que não se importam com os menos afortunados, mas se preocupam mais se o ar condicionado da igreja foi ou não arrumado. Esse tipo de membro egoísta é que impede grandes obras de Deus. 

Sem falar no preconceito que eles tem. É isso que afasta muitas pessoas da presença de Deus, eu mesma estou afastada por conta das mesquinharias que vi dentro das igrejas. Se você é bebado, drogado ou tatuado é visto como um endemoniado e ninguém te 'acolhe', ninguém senta ao seu lado ou pergunta como você está. 

É esse o amor ao próximo que as igrejas tem pregado hoje em dia?

Esse filme te mostra exatamente como é ambiente das igrejas e como é a vida das pessoas que necessitam de paz de espirito e salvação. Por isso indicaria esse filme para os lideres religiosos e seus fiéis. É um tapa na cara de muita gente hipócrita.


♥ Sinopse ♥

Ao decorrer de sua vida, Hannah (Kristia Knowles) vivencia diversas experiências ruins, que deixam feridas profundas e um vazio imensurável em seu ser. No entanto, ao experimentar O Toque de Cristo, sua vida passa por uma incrível transformação.

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