(Esta postagem contém Spoiler's)
Bem, um tempo atrás eu quis comprar este filme para assistir, porém minha mãe não deixou e tal e eu larguei para lá, para mim não era lá uma necessidade comprá-lo era uma questão de curiosidade. E agradeço a Odin, e minha mãe, claro, por não tê-lo comprado.

Quem se liga na TV aberta sabe que este filme passou sábado (08/12) na rede Globo e eu aproveitei para matar minha curiosidade. Bem resolvi assisti-lo, preparei meu ninho, liguei o ventilador e me larguei na cama para ver o filme.

Ok. Tudo muito bom, o filme me prendeu... me deixou com aquele friosinho na barriga... e... e... e... terminou da forma mais ridícula que alguém possa imaginar.

Susie é uma menina de 14 anos, como qualquer outra que sonha com o primeiro beijo e em ser amada pelo rapaz mais lindo do colégio. É bonita, feliz e tudo parecia perfeito... até o dia em que seu vizinho George decide matá-la.



Um fato incontestável do filme é que George é pedófilo, ele não a matou apenas, a estuprou também, e depois a esquartejou, deixando seu corpo durante anos preso dentro de um velho cofre no porão da própria casa. Susie vai encontrar no horizonte azul outras meninas que sofreram o mesmo tipo de abuso e terá de lidar com ódio que tem dentro de si.

Apos sua morte, ela fica tentando se conectar com o mundo, com a família.  Achei isso completamente desnecessário, sem falar nas cenas psicodélicas delas lá no horizonte azul. Já que ate quando decide ajudar e mostrar para o pai dela quem é seu assassino ela quase mata o cara.

A irmã dela fica cismada com aquele cara, e ele nota o interesse da menina. É quando ele decide matar a irmã dela também. Ele arma tudo, planeja tudo para pegar a irmã dela e é quando o pai dela leva um cacete de um adolescente após ir perseguir George.

O policial diz que não pode investigar George sem provas e é quando a irmã dela decide entrar sozinha na casa do assassino. (caramba... essa parte dá um nervoso) e enfim ela consegue pegar o caderno que incrimina o vizinho, mas ele quase consegue pegar ela também.

Quando enfim ele é desmascarado, ele consegue fugir e se livrar do corpo dela. E só vai morrer um tempo depois e de uma forma RIDÍCULA!!!

Detestei isso... achei que  para que as meninas fossem libertas realmente lá do horizonte azul, o roteirista devia ter escrito, algo como o assassino sendo preso e lá na cadeia pagar pelos seus atos, ser morto pelos outros presos ou coisa do tipo. Eu achei que para o que ele fez seu destino foi muito ameno, cair de uma ribanceira e morrer foi muito pouco para as atrocidades que ele fez, não apenas com Susie, mas com todas as outras meninas.

Na boa? O filme não é ruim, me prendeu, me deixou acordada até o final, mas é o tipo de filme que quando acaba você fala: 'Como assim? Só isso? O cara fez tudo o que fez, destruiu vidas, sonhos e famílias para morrer caindo de um morro?' - simplesmente decepcionante. A trama foi muito bem trabalhada, porém não teve desfecho algum. O roteirista simplesmente se perdeu no final, ou sei lá o que... um desperdício de elenco e tempo útil na minha opinião. 


Sinopse:

6 de dezembro de 1973. 


Norristown, Pensilvania, subúrbio da Filadélfia.

Susie Salmon (Saoirse Ronan) está voltando para casa quando é abordada por George Harvey (Stanley Tucci), um vizinho que mora sozinho. George a convence a entrar em um retiro, por ele construído. Lá dentro, Susie é assassinada. Os pais de Susie, Jack (Mark Wahlberg) e Abigail (Rachel Weisz), inicialmente se recusam a acreditar na morte da filha, mas precisam aceitar a situação quando seu gorro é encontrado em meio a um milharal, junto a destroços do retiro que estão repletos de sangue. Em meio às investigações, a polícia conversa com George mas não o coloca entre os suspeitos. Com o tempo Jack e Lindsey (Rose McIver), a irmã de Susie, passam a desconfiar de George. Toda esta situação é observada por Susie, que agora está em um local entre o paraíso e o inferno. Lá ela precisa lidar com o sentimento de vingança que nutre em relação a George e a vontade de ajudar sua família a superar o trauma de sua morte.

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