Boa noite queridos!

Hoje, venho apresentar a vocês o escritor Roberto C. P. Junior e divulgar o seu mais novo trabalho "O Dia Sem Amanhã" editado exclusivamente em e-book (no final da entrevista link para adquirí-lo). Vamos conhecê-lo?
“Roberto C. P. Junior é espiritualista, mestre em ciências, membro da Academia de Letras e Artes de Portugal e autor dos livros: "Visão Restaurada das Escrituras", "Vivemos os Últimos Anos do Juízo Final", "O Dia Sem Amanhã", "Capotira", "Jesus Ensina as Leis da Criação" e "O Filho do Homem na Terra", os três últimos disponíveis em edição impressa. É autor de vários artigos de cunho filosófico, publicados em periódicos impressos e eletrônicos no Brasil e no exterior.

  • Muitos de seus trabalhos têm a temática voltada para a espiritualidade. Fora a temática de “O Dia Sem Amanhã”, como você vê o medo humano de grandes catástrofes.
Esse medo tem uma explicação mais profunda do que pode parecer à primeira vista. Grande parte das pessoas traz em si, ainda que de modo inconsciente e não reconhecido, uma expectativa sobre o desencadeamento de grandes catástrofes da natureza. Isso acontece porque todos nós já tivemos notícia, em alguma época de nossa existência, sobre a chegada de um tempo que traria o julgamento final da humanidade, e o qual seria marcado, dentre outras coisas, por grandes eventos da natureza, como efeitos inevitáveis do falso atuar humano durante milênios. Essa advertência ficou gravada em nossas almas, em uma ou mais vidas terrenas pregressas, e agora ressurge fortalecida, como se fora um pisca-alerta, à medida que os eventos do Juízo Final progridem. Cada vez que essa advertência inconsciente se evidencia no íntimo, desencadeia na maioria das pessoas um sentimento anímico de ansiedade e medo. Trata-se de um medo que não pode ser aplacado por palavras tranquilizadoras, sejam elas proferidas por cientistas, filósofos ou religiosos, porque a advertência, o aviso, está gravado na alma, profunda e indelevelmente. É essa a explicação também para o “infundado” medo de cometas que muitos trazem em si, mesmo sem admiti-lo abertamente.
  •  Com uma visão ampla sobre a temática espiritual e histórica que tem, você acredita que a fé da humanidade tem sido uma fuga para seus medos ou elas têm carregado um estigma imposto pela própria “igreja/religião” com a ideia de se auto intitularem “pregadores da única salvação”?
O medo que mencionei não é necessariamente algo ruim, pelo menos não enquanto ainda for possível uma tomada de posição e mudança de sintonia íntima de quem por ele é acometido. Alegoricamente falando, esse medo constitui o som das “trombetas do Juízo”, conforme imagens mostradas em tempos passados a videntes e reproduzidas em antigas profecias. Na verdade, só pouquíssimas pessoas hoje em dia estão livres desse sentimento anímico de medo misturado com ansiedade. Contudo, a tentativa de sufocá-lo em alguma fé cega é vã, pois ele só pode ser vencido de dentro para fora. A salvação espiritual só pode ser obtida, única e exclusivamente, pelo próprio ser humano, quando ele finalmente redirecionar o seu modo de ser e atuar em conformidade com a vontade de seu Criador. Toda filosofia ou religião que não educa o espírito humano para a consciência de sua incondicional responsabilidade em tudo quanto pensa, fala e faz, é danosa e tem um efeito inverso, isto é, afasta o indivíduo cada vez mais da possibilidade de sua redenção, acabando por extingui-la totalmente.

  1. Com personagens sólidos você retrata uma viagem histórica até os tempos atuais e promete esclarecer o leitor sobre suas dúvidas em relação ao tema escolhido para o livro. Qual foi sua inspiração? O que te motivou a seguir essa vertente?
Bem, eu tinha muitas informações coletadas de pesquisas e precisava encontrar uma forma mais leve de transmiti-las. Não é todo mundo que lê com interesse, e muito menos com avidez, uma grande quantidade informações históricas e dados estatísticos. Mas isso tudo acaba sendo assimilado sem muito esforço se estiver inserido dentro de uma trama. Essa é a ideia. E a própria trama se coaduna também com os dados transmitidos ao longo do texto. Era minha intenção também, desde o início, manter permanentemente atualizados certos tópicos do livro, sem necessariamente precisar reeditá-lo. A solução que encontrei para isso foi abrir uma página específica no Facebook: http://www.facebook.com/ODiaSemAmanha. Lá os leitores dispõem de informações inéditas e atualizadas sobre vários aspectos abordados no livro, e podem, inclusive, colaborar com material novo. Sobre minha inspiração e motivação, devo dizer que tudo quanto escrevo e procuro transmitir está fundamentado no conhecimento que pude assimilar de uma obra publicada em três volumes intitulada “Na Luz da Verdade”. O autor, Abdruschin, colocou nessa obra um saber espiritual que não encontrei em nenhum outro lugar.
  •  Fugindo um pouco do foco espiritual, um de seus trabalhos foi Capotira, um triângulo amoroso nos tempos coloniais. O que o levou a seguir por esse caminho? O que o inspirou?
“Capotira” foi uma espécie de teste prévio para “O Dia Sem Amanhã”. Meus livros anteriores eram todos exclusivamente de pesquisa. Eu queria me certificar de que seria capaz de escrever razoavelmente bem dentro do gênero romance, de modo que “Capotira” foi esse teste. Sendo um teste, deixei disponível o download gratuito do livro. A repercussão foi muito boa, mais até do que eu esperava. E um grande amigo se dispôs então a publicar a história também em papel, de modo que a obra está hoje disponível nos dois formatos: digital e impresso. A edição em papel traz, como diferencial, prefácio de Caroline Derschner, ilustração de Fátima Seehagen e um capítulo inédito no final. A trama, de fato, gira em torno de um triângulo amoroso, mas é um triângulo diferente do habitual. Em Capotira, as três personagens principais são absolutamente íntegras, são almas de grande caráter. Cada uma das três se esforça em agir da melhor maneira possível, tentando não magoar as outras duas, dentro de uma situação que não foi procurada por nenhuma delas. Essa é a diferença. Nesse livro, eu procurei mostrar que mesmo pessoas boas se veem, às vezes, em situações bem difíceis e aparentemente injustas. Eu procuro mostrar que, mesmo em casos assim, não há injustiças, pois o sofrimento não pode surgir do nada e atingir este ou aquele como se fosse uma loteria ao contrário.
  •  A maioria de seus trabalhos tendem para a espiritualidade. Pretende diversificar e entrar em outras áreas em trabalhos e investir em novos romances?
Um novo romance é possível, assim como outras obras, mas certamente não se afastarão da temática espiritual. Estou convicto de que estamos atravessando uma fase crucial do desenvolvimento humano e em vista disso tenho procurado, dentro do possível, dar alguma contribuição para as pessoas que procuram respostas para as questões essenciais da vida.
  •  “O Dia Sem Amanhã” é o seu trabalho mais recente. Já há algo novo em mente? Fale um pouco sobre seus outros trabalhos antigos e seus planos futuros para enriquecer a literatura com seus conhecimentos.
Até agora publiquei as seguintes obras: “Vivemos os últimos anos do Juízo Final”, “Visão Restaurada das Escrituras”, “Jesus ensina as leis da Criação” (ed. impressa), “O Filho do Homem na Terra” (ed. impressa), “Capotira”, “O Dia Sem Amanhã”. Tenho, sim, algo novo em mente, mas infelizmente o tempo anda bem escasso, pois escrevo como uma atividade paralela às minhas atribuições profissionais de engenheiro e professor. Sobre isso, cheguei a comentar com minha amiga Caroline Derschner que “dá pena não viver da pena”... (rsrs) Mas, mesmo não podendo viver da pena como gostaria, espero colocá-la em funcionamento novamente tão logo seja possível.
 Seus trabalhos anteriores. (conheça mais AQUI)

 


 Seu trabalho mais recente:

O Dia Sem Amanhã 

Cada indivíduo que hoje vive na Terra traz em si, ainda que de modo inconsciente, o saber de um exame final da humanidade, pois ninguém deixou de ser alertado sobre isso de alguma maneira, em algum ponto de sua existência, que abrange várias vidas. E, ligado a esse acontecimento, surge em muitos também, de maneira difusa, a imagem da vinda de um astro colossal, capaz de alterar a própria órbita do planeta. Esta é a justificativa do estranho temor de cometas, que oprime tantas almas no tempo presente. Um temor que só se explica pelo desconhecimento da atuação das leis da Criação. Ou, então, pelo sentimento de culpa em relação ao Criador. Mas de que culpa o ser humano se sobrecarregou em relação a Deus? O que ele fez de tão grave a ponto de precisar ser submetido a um julgamento, um Juízo Final? Por que tanta inquietação com o ano de 2012? Estamos realmente próximo do fim dos tempos? Haverá, aliás, um “fim de mundo” escatológico como antevisto pelos artistas renascentistas? O que de fato diz a Bíblia e os antigos escritos gnósticos sobre tal acontecimento? E o budismo, o hinduísmo, e tantas outras religiões? De que maneira o conceito de reencarnação se insere em tudo isso? (Continue lendo AQUI)

Book Trailer de "O Dia Sem Amanhã"

4 Comentários

  1. Li "O Dia Sem Amanhã" e gostei muito.
    Roberto C. P. Junior consegue entrelaçar neste romance os anseios e dúvidas que todos os seres humanos temos com fatos e informações históricas de grande valor.

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  2. Após a leitura de Capotira, fiquei interessada pelos outros livros de Roberto C P Junior. No caso desse livro, a pesquisa histórica aliada ao romance baseado nas suas crenças espiritualistas nos abre 3 vertentes de conhecimento e vivências no mínimo enriquecedoras. Um autor que desperta o interesse de descobrir mais sobre o que tem a dizer e a contar.

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