Bem... Há algum tempo participei de um concurso literário no blog da minha queridíssima amiga Michele Irigaray, e hoje venho postar as perguntinhas que enviei a essa querida caminhante das sombras como eu. Mas antes que vocês leiam nosso bate papo... Vou apresentar a vocês seu trabalho e a pessoa que é Michele Irigaray.


Nome: Michele Irigaray
Nascimento: 7 de abril
Signo: Áries
Naturalidade: Porto Alegre - RS

Seu(s) Bebê(s): 
O Ciclo das SombrasO Ciclo das SombrasO Ciclo das Sombras
Resenha:

Kimberly é uma jovem que mora sozinha em seu apartamento na Rua Santo Antônio e trabalha como Designer na Arts Design, uma empresa bem conceituada no mercado. Apesar de ser extremamente lógica e racional, Kimberly não consegue compreender as coisas estranhas que acontecem com ela em decorrência de sua estranha fixação por uma casa que está para vender na avenida onde ela sempre passa de ônibus a caminho da Arts Design. Ela não sabe o motivo, mas sente que há algo diferente naquela moradia e fará de tudo para descobrir qual é o segredo. Certo sábado em que voltava de uma visita ao tio, que estava internado em uma clínica de repouso desde que sofrera um acidente de carro, Kimberly decide parar em frente à casa para observá-la mais de perto. Ao observar a moradia, sente que há alguém dentro da casa que também a observa. Com medo, Kimberly foge e vai para o seu apartamento. Naquela noite, ela tem um sonho no qual um homem pálido e de enigmáticos olhos verdes azulados fala com ela como se a conhecesse há anos. Ela acorda sobressaltada, pois teve a sensação de que o sonho foi real. Kimberly não aceita os acontecimentos e parte em busca de uma explicação coerente e realista do sonho misterioso. Porém, ela não imagina que o homem misterioso com quem sonhara, não é humano e ela, que sempre foi lógica e racional, está a um passo de entrar em um mundo completamente fora dos padrões normais.

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PERGUNTAS E RESPOSTAS:

1) Acredito que toda obra de um escritor é uma autobiografia mascarada. Você acredita que o fato de ter tido inspiração para escrever O Ciclo das Sombras quando namorava tenha influenciado e até mesmo inspirado grandes cenas de amor entre suas personagens?

Com certeza. Porém, na verdade, o que mais influenciou a criação do Ciclo foi realmente a casa que hoje, infelizmente, já não existe mais. Creio que, se a casa em estilo cabana não existisse, o Ciclo também não existiria... mas confesso que busquei inspiração em muitas das características do Ulrich, no meu marido, Alexandre, que é uma grande inspiração para mim.


2) Como você, também sou filha única. Acredita que o fato de ter passado a maior parte do tempo brincando sozinha tenha aguçado sua criatividade?

Sim, porque quando se brinca sozinha, a criatividade é mais estimulada, pois não há ninguémo a não ser eu mesma para sugerir ou mudar o rumo da estória inventada. Quando brincamos com outras crianças, nem sempre o rumo que queremos dar é o mesmo e é necessário entrar em um consenso para que a brincadeira não vire briga. Também acredito que, além de brincar sozinha, quando criança, o que mais aguçou a minha criatividade e imaginação, foram todos os livros que li, ao longos destes anos todos.

3) A aceitação e muitas vezes a descrença em nosso talento às vezes nos faz esmorecer. Você encontrou certo preconceito dentro do âmbito familiar ou obteve apoio de todos?

Na verdade, não recebi nem apoio e nem desencorajamento. Para o pessoal da minha família, era normal, apesar de muitas vezes minha avó reclamar que eu lia demais e não estudava... mas nunca alguém me disse que eu devia desistir de ser escritora. O que aconteceu, foi que, por muitos anos, minhas estórias e meus presonagens ficaram quietos, guardados em algum lugar da minha mente, esperando o momento certo para começar a aparecer.

4) Todo escritor obteve sua inspiração em algum outro colega de letras. Você teve alguma influência literária para se tornar escritora? Se teve, quais? Se teve inspiração por outros meios, conte-nos.

Tenho 4 escritores de que gosto muito e, gostaria muito, muito mesmo de um dia poder conversar com eles ou, no mínimo, conseguir um autógrafo. O primeiro, infelizmente, não posso fazer nenhuma das duas coisas, pois ele já não está mais aqui: Mário Quintana. Adoro todos os poemas dele e acho que foi uma grande injustiça não o terem imortalizado na Academia Brasileira de Letras (também, quando quiseram, ele dignamente não quis mais...). O segundo, também não está mais por aqui. É Sidney Sheldon. Simplesmente um ótimo escritor. O primeiro livro dele que eu li foi Um estranho no espelho, que minha mãe emprestou e depois li quase toda a obra dele. Minha obra favorita de Sheldon é Escrito nas Estrelas. Gosto do estilo simples dele. Ele conseguia prender a atenção do leitor sem escrever demais, nem de menos... É uma leitura rápida e simples e acho que esta característica influenciou um pouco O Ciclo. Depois há incomparável Lya Luft, com suas estórias perfeitas. Confesso que tendo encontrar uma forma de conversar com ela ou, pelo menos de mandar um e-mail, mas não consigo. Acho bárbaro o que ela escreve e nos faz refletir um monte. Gosto muito do livro A asa esquerda do Anjo e do texto Canção dos Homens. O último é meu ídolo e eu faria qualquer coisa para conseguir um autóografo dele: Stephen King. Sou simplesmente apaixonada por este escritor. Ele tem um jeito de escrever estórias de terror que são perfeitas! E eu, como sou fanática por estórias de terror desde criança, adoro muito. Há um livro dele: Cemitério Maldito, que eu confesso que depois que eu li o livro e vi o filme, tive pesadelos com a estórias, mas como não fico assustada, então adorei, pois significa que foi uma estória de terror que surtiu efeito (rs).

5) Hoje a literatura nacional é muito discriminada e muita das vezes esquecida pelos seus. Dificultando, assim, o surgimento de novos escritores, como nós. Você passou por alguma dificuldade em relação à edição de seus escritos? Quais?

Na verdade, a edição dos livros foi tranquila, embora eu tivesse de me desfazer de algumas coisas para obter o valor para editar (mas valeu a pena).O que me chateia é que aqui, no Brasil, as pessoas praticamente não leem e, até por isto, falam coisas que nem sabem o que significa. Se você na América do Norte, acredito sinceramente, que O Ciclo das Sombras, estaria entre os mais vendidos e, com certeza, se tornaria um ótimo filme, muito mais interessante do que a saga Crepúsculo.

6) Todo escritor sonha em ter muitos outros trabalhos. Você já tem algo em mente? Sobre o que pretende escrever? Pretende continuar no meio vampírico ou irá inovar?

Sim, tenho dois livros que já comecei a escrever, uma outra estória que ainda está apenas nos meus pensamentos e ainda quero montar um livro com todos meus poemas. O livro que estou escrevendo no momento também versa sobre vampiros, mas a outra estória vai ser algo completamente dentro da "normalidade", digamos assim. A outra estória que ainda não saiu do papel vai versar sobre vidas passadas. Porém, é interessante destacar que, embora eu escreva outros assuntos, jamais deixarei de escrever sobre os vampiros que eu adoro muito!

7) No post intitulado de O LIVRO, você explica como nasceram suas personagens e romance e o porquê de um livro sovre vampiros. Onde surgiu sua paixão por esses seres tão sedutores conhecidos como vampiros?

Olha, vou ser bem sincera. Não sei dizer de onde surgiu esta paixão. Parece que eu nasci admirando estes seres. Desde criança, eu sempre fui apaixonada pela Lua, pela noite e pelas sombras. O sol e o dia, me deixam entediada e hoje, quem me conhece, sabe que eu fujo do sol, como se fosse uma vampira (rs). Sério, o sol irrita meus olhos e, mesmo neste frio terrível, eu prefiro ficar com frio a me esquentar embaixo de seus raios solares. Outra curiosidade é que eu escrevi O Ciclo de tal forma, que nem eu mesma sei de onde todas as informações sobre os vampiros surgiram, é como se eu nascesse sabendo como estes seres são... (esquisito não?).

8) A mística sobrenatural é a atual febre do momento. O que você pensa sobre o fato do ser vampiro ter perdido sua identidade original e, consequentemente, mais sedutora de décadas atrás? E o que acha dessa nova "moda"? Irá durar?

Esta pergunta é muito boa. Acho que estragaram completamente os vampiros com esta moda do Crepúsculo. Concordo que cada escritor é livre para criar seu personagem do jeito e da forma que quiser, mas fazer o que a escritora do Crepúsculo fez, acho deselegante ao extremo. Onde se viu vampiros "vegetarianos", porque não bebem sangue humano? Mas bebem sangue de animais, igualmente, eles matam outros seres... A natureza de um vampiro é beber sangue humano! Por que a autora tenta amenizar esta carcterística básica dos vampiros? E a ausência dos caninos, que é a marca registrada deles? Faça-me o favor, é um absurdo! Acredito que o Crepúsculo teve este sucesso todo, em decorrência dos lobisomens que passam o filme todo sem camisa, porque o enredo, em si, é uma porcaria. Posso falar, porque comprei os 4 livros e li todos, mas deixou MUITO a desejar. Vampiros que brilham à luz do sol... (sem comentários), parecem um esmalte que eu tenho chamado Medallion, que no sol lembra um diamante brilhando... (rs). Eu vou morrer e não vou ver tudo.
E, infelizmente, enquanto houver adolescentes mais interessadas em ver os atores bonitos, em vez de assistirem os seres perfeitos e misteriosos que são os vampiros, talvez a moda perdure... o que é uma pena.

9) Vi que dividiu seu livro em três partes, não os li ainda, mas por esse motivo o enredo tende a continuar no próximo exemplar. Acredita que o fato de tê-los feito assim desanime os leitores a prosseguir com a leitura?

Não, nem um pouco, porque, quando uma estória é bem escrita e realmente prende o leitor, com certeza ele não vai parar de ler enquanto não chegar ao final. Acontece que, quando eu terminei de escrever O Ciclo, a estória toda tinha mais de 600 páginas e, hoje em dia, quem é que vai andar por aí (exceto eu), com um livro de 600 páginas embaixo do braço, de uma autora ainda pouco conhecida? Pensando nisto, decidi dividir a estória para que os livros ficassem mais leves e mais acessíveis aos leitores.

10) Para encerrar... Descreva o seu amor pela literarura sobrenatural vampiresca?

Meu amor pela literatura vampiresca e, pelos próprios vampiros vem de longa data, posso afirmar que vem desde que eu me conheço por gente. Meu primeiro livro sobre vampiros foi Vamp, que eu escrevi em 18 de janeiro de 1993, há dezoito anos (há um breve resumo da estória na Página Outras Obras da Autora). Eu tinha 14 anos quando escrevi e, naquela época eu já era apaixonada por estes seres incríveis.
Quando escrevi O Ciclo, procurei ser o mais fiel ao que acredito ser um vampiro e, muitas vezes, simplesmente deixei que meus personagens falassem através de mim, principalmente Wagner, o médico dos vampiros, que passou muitos ensinamentos à Kimberly, enquanto ela aprendia a nova vida como vampira...

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